A música do mês de Junho 2018

Junho foi o mês em que aderi ao Spotify. Até ver, tudo ok. É uma forma de ouvir música muito diferente, e isso vê-se logo nas minhas escolhas, que são de uma compilação. Não gosto particularmente de reggae, mas há qualquer coisa nestas duas músicas (a voz cavernosa, o otimismo) que me agarra e me faz voltar a elas com frequência. A compilação chama-se “Studio One Roots” e há a primeira, segunda e terceira parte.

Anúncios

1 Second Everyday – Junho 2018


Junho começou com tocadores e o banco alimentar. Os meus pais no tailandês, a redescoberta da Liga dos últimos – o garçom sobre rodas – mais um colega a defender a tese, uma ida a Trancoso, o início e a continuação do Mundial, as tascas, a praia, o S.João, a chuva e o @virapop.


June started with traditional instrument players and the food bank. My parents in a Thai food restaurant, rediscovering a great tb show about underground soccer in Portugal, another colleague defending his PhD thesis, a trip to Trancoso, the beginning and vibrating with the World Cup, tascas, the beach, S.João, the rain and  @virapop.

1 Second Everyday – Maio

Um mês mais curto do que o habitual porque depois de vir dos Açores, a surpresa do dia a dia fica relativizada àquele espanto. Tive dias maravilhosos no Pico e Faial com o @bieira e o Luís. Subi ao Piquinho e “agora” percebo o que querem dizer quando falam do arquipélago. Inaugurou-se a varanda dos meus pais, fomos a um casamento (do liceu!), pela primeira vez não vi a Braga Romana, porque a Rota das Tapas falou mais alto. Também houve o divertido 1986!


A month shorter than usual because after coming from the Azores, the daily surprise somewhat is taken with a new level of comparison. I had wonderful days in Pico and Faial with @bieira and Luís. I went up to Piquinho and now I understand what people mean when they talk about the archipelago. We inaugurated my parent’s balcony, we went to a wedding (from high school!), For the first time I did not see Braga Romana, because the Route of Tapas spoke louder. There was also the fun TV show 1986!

Rain, Jannik Tai Mosholt, Esben Toft Jacobsen, Christian Potalivo (2018)

the-rain-group-netflix.jpg

Esta série dinamarquesa tem uma premissa muito fora: Há seis anos atrás, uma chuva tóxica matou a maioria da população escandinava, tendo sobrevivido pouquíssimas pessoas. Dois destes sobreviventes são irmãos e viveram os últimos anos completamente isolados dentro de um bunker preparado pelo pai deles.

Todo o ambiente da série é desolado e apocalíptico, e fez-me muito lembrar este filme que adorei.

 

Wild Wild Country, Maclain Way, Chapman Way (2018)

FTVSD2XQXJA5PBKLE46UFNFTYM

Aquela figura é familiar não é? É o Osho, que antes de ser Osho dava pelo nome de Bhagwan Shree Rajneesh. Este documentário de seis episódios é, obviamente, viciante, e consigo através dele explicar todo o meu feriado do Corpo de Deus (isso e crepes pela manhã, tadah!).

Que maluqueira. A sério, não fazia ideia da dimensão da religião, seita, culto, seja o que for. E de quão invasivos e dissimulados foram. Desde envenenamentos a tentativas de assassinato e um PR agressivo, valia tudo para ganharem terreno nuns EUA ultra conservadores nos anos 80. É muito interessante!

Os cús de Judas, António Lobo Antunes (1979)

250x

Levei este livro para o Pico. Foi dos últimos livros que comprei (é raro comprar livros que não sejam técnicos agora…) e foi na altura em que andava a ler memórias de guerra da Iª e IIª GGM. Queria uma memória portuguesa de uma guerra portuguesa. Acontece que o escritor é impenetrável. Páro uma vez. Páro segunda. Pego nele para a terceira e não sei como, consigo terminar o livro mas sempre a achar que nunca o vou terminar, porque nunca me deixou de custar. É tão pequenino e tramado.

Estas histórias não são eventos concretos e cronológicos, são o shrapnel interno de tudo o que aconteceu, de como ficou profundamente e para sempre marcado pelo abuso que viu, pela morte evitável, pelas agonias de todos. Não há guerras boas, mas esta foi mesmo má, à portuguesa.