Free State of Jones, Gary Ross (2016)

THE FREE STATE OF JONES

Passado no Mississipi, Newt passa de enfermeiro do exército da Confederação, a líder de um pequeno exército de desertores e escravos. Vai refletindo sobre os valores dos esclavagistas, vai conhecendo escravos, e vai formando uma ideologia forte e justa de igualdade.

A história é baseada em factos reais, e deixou-me com muita vontade de descobrir mais sobre a guerra civil americana. Está cristalizada a decisão de que gosto mesmo muito do Matthew McConaughey. E tendo em conta este passado tão recente, até se compreende um bocadinho da América de hoje.

Rodrigo Amarante

Tive a minha fase de ir a concertos sozinha, experimentar. Ir sem conhecer. Não fazia isso há alguns anos e o Rodrigo Amarante foi o motivo para o ter feito esta semana.

E foi um bom concerto, não há nada a não gostar num brasileiro simpático, com músicas bonitas, e muitas histórias. Ajudou gostar da música que fez para a série Narcos. Ajudou ainda mais gostar muito (e em segredo, mesmo muito) de Los Hermanos.

A fazer mais vezes!

1 Second Everyday – Junho 2016

Junho trouxe finalmente o Verão. Começou com visitas importantes no trabalho e para mim, a Joui! A rotina habitual, os miúdos do costume (mas aqui quietos). Muito trabalho a aparecer de repente, e muita, muita da fofíssima Carolina. Um descanso por Trancoso, com visitas e muito comes. Começou o Euro 2016 e os encontros com amigos para ver a bola. Nos escuteiros aceitei um novo desafio, e enquanto dá, vou para esplanadas. Comi sardinhas e fêveras. Comi chamuças a ver a bola. Fiz caminhadas, atingi o pico da tensão com o Game of Thrones e, como sempre, dancei. Antes de pisar a praia pela primeira vez este ano.

Mas que mês!


June finally brought along the summer. It started with important visits at work and, for me, Joui! The usual routine, the usual kids (only this time they’re quiet). A lot of work showing up all of a sudden and a lot, a lot of the sweetest baby Carolina. Some peacefulness in Trancoso, visiting people and eating a lot. Euro 2016 has started and with it, the reunions with friends to see the matches. In the scouts, I’ve accepted a new challenge, and while I can, I go to the esplanade. I ate grilled sardines and meat. I ate samosas while watching football. I walked, reached the peak of tension with Game of Thrones and, as always, danced. Before stepping on the sand for the first time this year.

Yep, great month.

Musicophilia, Oliver Sacks (2007)

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Estou na fase da vida em que penso muito na mortalidade das coisas, das pessoas. De como tudo de um dia para o outro pode mudar, como um aglomerado de partículas pode trancar o sangue e assim perderem-se memórias, hábitos, consciência. Este livro não é sobre isto, mas para mim foi. As histórias de pacientes brilhantes, músicos, académicos, que de um momento para o outro se viram vítimas de doenças incapacitantes, mas no meio das quais a música oferecia uma nesga de esperança e de vislumbre do que uma vez foram. Também há histórias contrárias, onde a música é uma maldição constante. O livro é, acima de tudo, sobre a maravilha do nosso cérebro, e como a força da música é tão grande, sendo também ainda um grande mistério.

Rugas, Paco Roca (2007)

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É aquele assunto que nos visita por vezes, quando vemos os nossos avós velhinhos, quando imaginamos os nossos pais a envelhecer. A natureza é má, e raramente leva seres intocados. Da terra para a terra, pelo caminho o corpo mirra, o cérebro perde o vigor, o treino, a sabedoria, as memórias.

E chegamos a velhos. E as opções que existem são tão más. E Paco Roca concentra todas as histórias num único lar de idosos. Conta como não fazem nada além de comer, dormir e ver televisão. Como o pior que pode acontecer é subir para o piso dos “inválidos”, mas paulatinamente todos lá terminam. E o pior é quem fica no piso de baixo, a vê-los a ir e a ficar sempre sozinho.

Neste livro temos uma ternura imensa, um humor à espanhola, e uma angústia constante ao assistir a alguém a desaparecer, sempre cheio de medo de desaparecer.

1 Second Everyday – Maio 2016

Neste Maio cheio cheio de chuva arrumámos o material do acampamento anterior, e tivemos umas “mini mini-férias” em Montalegre, cidade que gostamos de visitar para comer e beber. Houve, uma vez mais, muita dança e muitos ensaios em preparação para uma Braga Romana a meio gás por causa da chuva. Entre convívios e (poucos) serões em casa, chegou pelo correio o lembrete de algo que terá de acontecer em breve, a ida à Georgia e Arménia. O casamento de um amigo, uma barraca de comes e bebes, costuras e aquele dia que passo com as minhajamigas. Mais importante: o primeiro fino numa esplanada, ao sol com o L.. Ahh.


In this oh so rainy May, we’ve cleaned the material of the previous camp, and we’ve had some mini mini holidays in Montalegre, city we like to visit to eat and drink. There was, once again, a lot of dancing and rehearsing for a mild Braga Romana fair – because of the rain. Among gatherings and (little) homy nights, a reminder of something that should happen soon arrived on the mail, the trip to Georgia and Armenia. The wedding of a friend, a scout tavern to eat and drink, sewing, and that day that I spend alone with my girlfriends. Most importantly: the first beer on the esplanade, with sun and L.. Ahh.