Depois dos naufrágios, o ártico, as guerras

Consigo enumerar as minhas recentes fases nas leituras. Depois dos naufrágios veio o ártico, depois a grande guerra, e agora a segunda.

Mas as minhas leituras nunca estiveram tão inconsistentes e inconstantes como agora. Tenho cinco ou mais livros começados. Verdade seja dita, deixei de ler quando me vi com um smartphone. O tablet onde lia estragou-se de tão pouco uso.

Uma divagação antes de falar sobre o que quero falar, que é a série Band of Brothers. Toda a gente que a viu insistia que era uma série extraordinária e valia a pena ver. E é. Parece-me um fiel diário de guerra, acompanhando de um modo particular cada soldado ou oficial. Sentimo-nos quase parte daquela companhia, e fica-se arrepiado só de sequer pensar o que tiveram de suportar. Colocava-me muitas vezes a questão “e se fosse agora?” “será que aguentava? quem aguentava?”.

Seguiram-se as leituras de todas as páginas da wikipedia sobre os elementos da Easy Company. Seguiu-se a série “Pacific” (a decorrer). Seguiu-se o livro “Beyond Band of Brothers”, escrito pelo comandante da companhia. O interesse era tanto que o li todo durante o dia de hoje.

Fiquei contente por voltar a folhear um livro tão avidamente, e por ler histórias de homens tão extraordinários. Que los hay los hay.

1 second everyday – Maio 2015

Um maio com o aniversário dele e muitas visitas. Muita comida e comida e comida e vento e chuva. Dentista, aquele almoço, aquele café, a querida Colleen, esperas, o Porto, uma fronha indiana, o bebé refilão. Braga Romana, tanto trabalho, muito cansaço, aquilo de querer fotografar e filmar. Lides, gelados, conversas e Serralves.

1 second everyday – Março 2015

Um mês muito atarefado, de muita correria. Reuniões à noite, refrescantes idas a Lisboa, vendas de garagem, demos, aulas abertas de danças gregas, coursera, voltar (temporariamente) para a casa dos pais, uma casa nova, um casamento muito bonito com Galandum Galundaina, limpezas, mudanças, caixotes, uma ida ao hospital, assistir às montagens IKEA de perna ao alto.

O Sol Nasce Sempre (Fiesta), Ernest Hemingway

A primeira guerra terminara há poucos anos e os mesmos que combateram nela passeiam-se por Paris. Todos eles ingleses ou americanos, todos desterrados, todos estranhos à terra mas completamente embrenhados no reboliço da capital francesa.

Há raparigas, há muito alcool, música, uma aparente agitação que preencheria os mais jovens. Mas não. Vazios, desmotivados, maldizem Paris, só querem sair de lá. Experimentam Espanha. Os touros. O vinho. O calor. Todos tão genuínos. Os touros. O toureiro. Mas todos perdidos em toda a parte. Uma geração de baratas tontas.

A leitura foi cronologiamente acertada, depois do Grande Rebanho. Mas muito mais lenta, por não haver um enredo na verdade. São todos interessantes, mas estão todos perdidos.