Friends, David Crane, Marta Kauffman (1994-2004)

Então eu com esta idade nunca tinha visto os Friends? Pode? Não pode.

No último Natal, naqueles serões de televisão de barriga cheia, apanhei a temporada 1 e fui vendo. E fui achando piada, um humor que funcionava ainda agora. Então tomei a decisão de ver desde o início, e só demorei seis meses a ver as dez temporadas. Vi a um ritmo mais ou menos disciplinado, dois episódios por noite, e deixava-me sempre muito alegre. É uma ótima série de comédia, e prova disso é continuar a fazer rir passados mais de 20 anos.

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The Root de Kader Attou

Nunca me tinha acontecido. Era sábado à noite e estava a fazer zapping. Passei na RTP2, e como habitual, estava a dar um espetáculo de dança.

Mas desta vez, travou o zapping. Fiquei vidrada, hipnotizada, a ver o espetáculo The Roots do coreógrafo Kader Attou. Não costumo ver dança – vi pouco espetáculos na minha vida, principalmente clássicos – e apesar de gostar sempre, nunca me senti tão sensibilizada para o movimento (completamente em função da música) como aqui.

O espetáculo completo vai estar aqui por uns dias, e vale a pena.

Em The Roots analisa o passado do hip hop criando um espetáculo tão poderoso quanto sensível (…). The Roots é acima de tudo uma aventura humana, uma jornada interpretada por onze talentosos bailarinos de hip hop, que formam um grupo em total simbiose. A música tem um papel importante, evocativo e poderoso. Brahms, Beethoven e música eletrónica abrem as portas a essa humanidade que dança. 
Na poética dos corpos em movimento, Kader Attou busca uma dança carregada de emoção e sentimento, numa visão muito humanista da dança.

A música do mês de Maio 2019

Quando estou no trabalho e posso ouvir música (Maio foi um privilégio nesse aspeto), vou muitas vezes a estas playlists públicas (sai uma todas as semanas) onde oiço muita música nova. O que me tem aguçado mais a curiosidade são as novas músicas brasileiras, e a Chuva do Jaloo foi um earworm imediato.

Super leve, com uma letra sobre o ciclo da água, é a minha música do mês de maio.

PR4 – Trilho dos Moinhos e dos Regadios

Com a visita da J. tínhamos de fazer uma caminhada, e com o calor que estava, tinha de ser uma bem fresquinha. E assim foi: aqui vai o Strava e panfleto do trilho.

Fomos até Chamoim, uma aldeia em Terras de Bouro, com os seus tanques e espigueiros e espigueiros em tanques.

O percurso era bem verde como mandam as regras do Minho profundo, bem fresco e bem molhadinho por vezes.

O almoço ao lado do moinho após a subida ao ponto mais alto foi bem tranquilo, com direito a uma boa imitação de Kit Kat.

A minha avaliação: 6/10.

Não tendo nenhuma paisagem que se destaque em particular – talvez a vista da Serra Amarela a partir do ponto mais alto – é um percurso muito adequado a dias quentes, e é um bom retrato da paisagem minhota.

Game of Thrones, David Benioff, D.B. Weiss (2011-2019)

Sim, também eu fui daquelas fanáticas do Game of Thrones. Adorava chegar ao dia seguinte e falar sobre o episódio anterior, adorava o respeito que todos tinham em não falar demais e a dar um dia de tolerância. Criou-se uma série de rituais que tornavam a série ainda mais especial.

Claro que vou ver de novo, e só para registo futuro, aqui fica uma imagem do meu episódio preferido, “Battle of the Bastards”.

1 Second Everyday – Maio 2019

Maio passou a correr, e começou da melhor forma com o aniversário do L. passado “lá no meu monte”, que lá é que estamos bem. Recebemos a visita do pequeno Gonçalo, que já não é pequeno assim, comi um biscoito da sorte e provei cerveja com ananás. Fiz umas caminhadas maiores, outras mais pequenas, sempre com o sol simpático e acolhedor da Primavera. A J. veio cá e fizémos uma série de despedidas bem cómicas. Ouvi um coro de sapos enquanto tentava retomar a corrida – tenho a sensação de que estou sempre a “retomar” – e fiz uma caminhada bem fresca com a J. e o L. Pouco depois, num sítio que só serve brunchs, um marco importante da minha vida de millennial: a minha primeira tosta de abacate com ovo escalfado. Muito bom.


May went by really fast, and started in the best way with L.’s birthday “there on our hill”, that’s where we’re happy. We received the visit of little Gonçalo, who is no longer small, I ate a fortune cookie and tasted beer with pineapple. I did some big and some small hikes, always with the warm and friendly Spring sun. J. came here and we did some funny farewells. I heard a chorus of frogs as I tried to resume running – I have the feeling that I am always “resuming” – and I did a very cool hike with J. and L. Soon after, in a place that only serves brunch, an important landmark of my millennial life: my first avocado toast with poached egg. Very good.

The Idea Factory, Jon Gertner (2012)

Isto da inovação tem muito que se lhe diga, e a história da Bell Labs é fascinante. O livro está muito bem escrito, e em certas alturas é quase um romance com relações, conversas, acasos, epifanias e damos por nós a vibrar pelo sucesso do primeiro transistor ou do primeiro satélite!

Acompanhamos algumas figuras emblemáticas desta empresa absolutamente única e como as grandes invenções do século XX se proporcionaram e se desenvolveram:

Foi com muito investimento na investigação básica, com investimento no desenvolvimento e com investimento no esforço de colocar produtos comercializáveis em massa no mercado. Nada disto é fácil, nada disto é simples, e a Bell Labs viveu durante muitos anos sob o privilégio de um monopólio mal amanhado das telecomunicações norte-americanas sob a alçada da AT&T.

Trabalhando na área da inovação e do desenvolvimento aplicado, identifiquei-me com muitos processos (a falta deles) como a estimulação do convívio e trabalho entre equipas interdisciplinares, a proposta de desenvolver projetos pessoais, a própria arquitetura dos espaços, o facto de os investigadores não se preocuparem com financiamento ou candidaturas e a liberdade que tinham em integrar equipas que lhes suscitavam interesse.

O livro devia ser leitura obrigatória de CEOs, diretores executivos, e líderes em geral. Desde os anos 1920 que se pensa em como motivar investigadores e o progresso científico, e nos últimos anos temos feito tudo ao contrário: não há investimento na pesquisa básica, não há estabilidade na vida de investigador, não há segurança financeira para projetos a longo prazo.

Claro que o mundo também mudou. A tecnologia não é tangível, é rápida, a economia é diferente. Mesmo assim, era bom que sítios como a Bell Labs continuassem a existir e a fazer magia como fizeram! A mim, este livro deu-me a conhecer figuras que, muito injustamente, não conhecia. Tudo o que torna a nossa vida mais fácil (transistor, lasers, satélites, comunicação móvel (!), comunicação trans-continental, a teoria da informação) nasceu lá, e merece toda a nossa reverência.