Master of None, Aziz Ansari (2015)

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Em duas noites despachamos esta beleza. Não conhecia o Aziz Ansari, e fiquei rendida. A série é muito cómica, muito boa, com uns pozinhos de Larry David, mas sem aquele incómodo constante da vergonha alheia.

O grupo de amigos ronda os 30 anos, etnicamente diversificado – e isto é uma grande coisa. O único amigo branco é o estereótipo de branco, tal como nas sitcoms há um asiático estereotipado. De resto, os episódios abordam problemas do dia a dia, comuns a todos. É mesmo muito engraçado.

1 Second Everyday – Janeiro 2016

A continuação de família e comezainas. Os meus exploras muitas vezes. O jantar. O último episódio do Six Feet Under. O início (e o fim) do Fargo. A tv cabo. Regresso ao tricot, esperas, mais idas a Lisboa, heavy metal às refeições, o subura, os ensaios das danças, lulas, uma saborosa celebração na Letraria (o L. foi selecionado para um novo trabalho), uma outra celebração no café da esquina, e 30 macacos numa sala a preparar um acampamento.

Janeiro, esvaíste-me das mãos muito rapidamente!

 

Fargo (2015)

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Gostei ainda mais da segunda temporada do que da primeira. Passada em 1979, as linhas são as mesma do filme, são as mesmas da primeira temporada: uma série de acasos que conduzem a algo incontrolável, violento e enorme.

No meio de tanto humor negro e azares, há duas mãos cheias de grandes personagens que tornam esta temporada, na minha opinião, ainda melhor!

OMG Uma Lista!

Ah ah, pois. Passaram-se anos sem eu fazer uma lista (não encontro a minha última, que terminou em 2010), mas no início deste mês de janeiro senti um chamamento. Serão os 30? Não sei, a verdade é que é uma lista modesta e humilde, que está mais preocupada com a minha saúde do que com grandes feitos e viagens. Aqui vão alguns itens. Outros são mais ou menos secretos.

Aprender a tocar acordeão diatónico
Fazer fisioterapia
Começar um desporto novo (yoga ou pilates)
Começar preparação de viagem à Arménia e Geórgia
Andar frequentemente de bicicleta
Fazer um podcast
Ler o Guerra e Paz
Ler Song of Myself do Walt Whitman
Passar som num bar com o Luís
Dançar a Valsa do Gelo com o Luís
Comer no mínimo três peças de fruta por dia
Terminar de ler o Game of Thrones
Aprender a assobiar com os dedos
Organizar um baile em Braga
Escrever três artigos
Visitar uma cidade nova em família
Descobrir a minha especialidade na cozinha
Fazer dois estudos experimentais para o PhD
Ler e devolver todos os livros emprestados
Ilustrar as minhas letras de música preferidas
Conduzir
Trocar de óculos
Piercing

 

Já comecei a riscar alguns itens. Devo dizer que ter começado a utilizar o Passion Planner me anda a ajudar bastante a não esquecer nada.

E, para quem não sabe, tenho este outro tasco, e neste tasco proponho-me a outros vôos.

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(Propaganda ao programa espacial russo, mas pareceu-me uma imagem cheia de força e esperança no futuro. Apropriado.)

 

99% Invisible

Não sei se já falei aqui da minha adição a podcasts. Um dia escrevo sobre os meus preferidos. Mas é um vício que me acompanha há mais ou menos um ano. (Joui, ainda tenho este post guardado para ouvir os teus favoritos.)

Há um que oiço regularmente, oiço os arquivos, faço refresh semanalmente – e confesso, me fez querer criar um podcast. Mas falta aquela voz. É o 99% Invisible do Roman Mars.

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A descrição trata-o como um podcast sobre design, mas para mim é um podcast para pessoas curiosas com fenómenos de design, de sociologia, de religião, de manias, de ciência, de tudo em geral. Os episódios são muito curtinhos, e são sobre temas mesmo engraçados e divertidos. Por exemplo, como criar um país, como aconteceram alguns desastres aéreos, erros de arquitetura, para onde vai o correio perdido, comunidades malucas dos anos 60, etc etc.

A investigação é cuidada. O relato acessível e muito bem feito.

Mas este post é sobre um que me marcou e me fez escrever sobre ele. Foi este, chamado Bathysphere (sim, sim, claro que começou com esta música). Versa sobre as tentativas de investigação do fundo do mar, e da luta contra a pressão que destruiu inúmeras expedições a profundezas desconhecidas.

Gostei da história por trás da batisfera criada. Como o criador e o investigador não se entendiam mas tinham de partilhar um espaço minúsculo, ventilado com ventoinhas e ligado a um telefone.

Gostei particularmente do funcionamento da exploração do fundo do mar. Lá, eles viam criaturas incríveis, monstruosas, luminosas, nunca antes vistas! Do outro lado da linha do telefone, num barco à superfície do mar, estava a ilustradora científica Else Bostelmann. Eles descreviam o que viam, e ela desenhava. Ninguém acreditava que aquilo poderia ser verdade, mas era, e as ilustrações acabaram por figurar na National Geographic.

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Estes pioneiros fascinam-me. A criatividade e paixão é imensa, e graças a eles crescemos mais um bocadinho. Até ao abismo.