Category: corrida

III Trail do Vale do Âncora

E esta, que eu fui correr um trail? A decisão foi 100% resultado de pressão social, mas gostei mesmo muito da experiência, e é para repetir!

O percurso era de 12km, e o máximo que corri em estrada foi 10km, por isso estava receosa. Mas é totalmente diferente, e aqui as nossas capacidades de caminhantes são mais importantes do que as de corrida!

Uma subidinha

É mais fácil gerir o cansaço porque vamos sempre caminhando, e há imensa gente a caminhar. Só de vez em quando é que passam os pros a velocidade furiosa e em malabarismos malucos em cima de pedras.

Sinais que não demovem os profissionais de correr e saltar pelas descidas

O local era na Serra d’Arga, com vista para o mar, com passagens em riachos e moinhos bem lindos e frescos.

No final, recompusemo-nos com bifanas, minis e caldo verde às 11h da manhã.

L. com o pacote completo

E uma bola de berlim. Rendi-me.

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Running log #3

A primeira corrida oficial, EDP Mini Maratona 2018. 8,5km

Foi a primeira coisa que fizémos, foi inscrever-nos nesta corrida. Era o nosso isco até há bem pouco tempo, e o objetivo foi atingido.

Mas não sem os seus contratempos. O furacão Leslie ameaçou atingir Lisboa, e como medida de segurança, o trajeto foi alterado. Ao invés de atravessarmos a bonita Ponte Vasco da Gama, com Lisboa à vista, fomos transferidos para…o IC2.

Isto significou que esperamos mais de uma hora e meia que a corrida começasse, e quando começou, corremos cerca de 6km em cenário de auto-estrada, ou ambiente industrial. Não correspondeu exatamente às expectativas, o tempo de espera afetou-me um bocado, mas quando começamos a correr, nunca parámos até ao Parque das Nações.

Nunca tinha corrido tanto em alcatrão, e acho que me custou um bocado por isso.

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A senda das corridas foi estreada, venham as próximas!

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Houve duas coisas que me motivaram:

    1. As Destiny’s Child: Ouvi pela primeira vez a correr, e o que fizeram por mim foi incrível, apetecia-me dançar!
    2. Os bitoques do Cortador na Terrugem. Sabia que seria o nosso almoço, e nada sabe melhor do que um bife cheio de alho, pão de Mafra, e uma cervejinha.

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Não é bonito, mas é muita bom!

Running log #2

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Saí de casa sozinha, a anoitecer, com um bocado de frio e o objetivo de correr 8,5km – a distância da primeira corrida que acontecerá dentro de uns dias. Secretamente, “já que estava aí”, gostava de perceber como reagiria se tentasse chegar aos 10km.

Comecei a correr, e senti que cheguei mais rápido ao estado bom da corrida. Como tinha gostado do último percurso, decidi repeti-lo, com um acrescento: a subida de Fraião. Assim foi, mas a subida foi tão íngreme que a deixei a meio. Ia pelos 6km, e decidi descer. Desci, atravessei um hipermercado, e o que mais me custou de toda a corrida foi descer as escadas deste hipermercado. Dei por mim com a avenida 31 de janeiro à minha frente, e decidi subi-la toda. Estava nos 8,5km. Consegui, e decidi que aguentava mais, tranquilamente. Estava a pensar muito, e nem liguei muito à música que estava a ouvir. A partir do momento que os 10km me pareciam fazíaveis, a minha cabeça começou a borbulhar, sobre a minha evolução, sobre o que eu pensava há três meses atrás. Sobre o que tinha lido.

A J. emprestou-me um livro, Running like a girl. No dia da corrida, tinha lido que os obstáculos só o são porque nós determinamos que eles são obstáculos, porque na realidade, eles não existem. Pensei nisso. Pensei muito na situação de uma amiga, que tinha o pai no hospital. Pensei nos meus pais. Pensei muito nesta corrida. E foi emblemática por isso também.

Quase a chegar a casa, ouvi: 10km. Continuei a correr, a subir a ponte aérea, e sorri muito, sentia-me satisfeita, feliz. Sinto que esta confiança que ganho a correr, está a contaminar outras áreas da minha vida. Faz sentido? Estou a gostar.

Running log#1

Não tenho histórias para contar tão bonitas como a Joui, mas decidi documentar as minhas corridas mais significantes. Como uso o Runkeeper, acabo sempre por escrever uma nota em cada corrida, o que é um bom hábito para alguém que, como eu, adora documentar tudo em geral. Mas a corrida que fiz hoje soube-me bem, foi a mais longa e quero partilhá-la aqui, que é onde me sinto mais confortável para o fazer.

Inscrevemo-nos numa corrida de 8,5km em Lisboa. Foi o que fizémos mal começamos a correr, porque é o que dizem sempre. Se é para correr: inscreve-te numa corrida, já. Todos os pequenos avanços que vou dando até agora foram para atingir este marco.

Hoje fiquei em casa e decidi sair cedo para correr 8km. Tinha falado ontem com a Joana, sobre como a minha cabeça é o elemento mais fraco quando estou a correr. Manda o meu corpo parar e o meu corpo diz “mas eu até conseguia mais!”. Então hoje saí cheia de determinação, de contentamento por poder ter estes dias em casa onde trabalho o que não consigo trabalhar em mais lado nenhum – e comecei a correr, sem destino.

Comecei no circuito habitual, que foi renovado e está muito agradável. Dei duas voltinhas, e decidi ir para uma zona diferente. A música ajudou-me a atravessar os 5km, que é o momento em que costumo fraquejar. Já tentei correr com podcasts (normalmente devoro podcasts) mas decidi que não gosto de o fazer. A música dá-me mesmo muita força.

Curiosamente, atinjo os 6km numa rua fresca e bem a descer. Com este empurrão, penso para mim cheia de peito “eh, isto hoje é para os 9km, caraigo!”. Mas vamos com calma.

Cheguei aos 7km no sítio onde costumo correr e que já me aborrece. Cheguei aos 7,5km com algum cansaço já (nunca tinha corrido mais do que 7km seguidos). Aqui ajudou pensar em km como minutos. “São só mais sete minutos e fazes mais um. Duas canções”.

E assim foi. Desengonçada, cheguei ao meu objetivo, parei, sorri e bati palmas. Depois vim para casa, trabalhar.

Sinto-me muito contente!

A minha lista de corrida está a ser construída sem muito carinho, mas tem-me servido bem. Não se riam mas, aqui está ela se quiserem.

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Não.pode.ser.

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Eu sou daquelas que diz que odeia correr. Nunca corri, odeio correr quando tenho de o fazer para apanhar o autocarro, dizia que não conseguia mais do que um minuto.

Por acaso o sítio onde faço exercício entrou em obras, e por isso tivemos de fazer as aulas ao ar livre ao fim do dia, no final de Julho. Imaginava com receio que corrida estivesse envolvida, porque nos encontramos mesmo ao lado da ciclovia de Braga. Estava.

Eu não corro mais do que um minuto“, disse. Corri nove – a conversar nos primeiros, a arfar nos últimos.

Sou daquelas pessoas chatas – não tenho paciência quando vejo alguém igual a mim – que diz que não consegue fazer nada. Então soube-me muito bem ver que era possível para o meu corpo e para a minha cabeça correr mais do que eu achava que podia.

Fui gostando de ver isso a acontecer, cada vez mais um bocadinho. Quando a Joui esteve cá, corri 2,5km a ir e outros a vir, e a ameaçá-la que ia parar a 1 km de casa. (“Psc Psc, olha para a frente. Psc Psc, podes andar mais devagar, mas parar é que não! *estalinhos dos dedos*”). Delirei.

A Joui é uma pessoa que corre 31 km E GOSTA. Ela tem vindo a partilhar comigo os seus running logs antigos, as suas primeiras corridas, e tem-me feito bem ver que o início é igual para toda a gente: uma merda. Mas uma merda gira que vai dando um certo gozo por cada vez corrermos um bocadinho mais.

Antes das férias comecei por correr sozinha ao fim do dia, fazendo sempre o mesmo percurso, bem devagarinho. O objetivo ia mudando: 3km, 3,5km, 25 minutos, 30 minutos, sem parar. Depois nas férias, com as paisagens lindas e frescas das Astúrias, juntou-se o L. Corria mais motivada, a olhar o mar, a ouvir a minha música, a prestar atenção aos meus braços que tinham de apanhar ar. Em Gijón a motivação era correr e no fim, suados, ir mergulhar no mar antes de qualquer banhista.

Depois descemos para o Algarve, e aí começamos a ziguezaguear mais – infelizmente não havia vias ao lado do mar. Claro que abusei nas comidas, nas bebidas, fiz pouco exercício, mas houve um dia em que fiz isto, e me senti bem. Por isso é só mais um bocadinho até aos 5km.

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Raramente fico com falta de ar. O que me cansa são as pernas, nas coxas. Quase nunca tenho dor de burro. Quando páro, a minha cabeça sabe que conseguia mais um bocadinho.

Acontece que as sapatilhas que comprei há dois anos nos saldos um tamanho acima, são umas boas sapatilhas de corrida, e fiz bem em comprar um tamanho acima.

Acho que vou conseguir. E espero achar este post patético em breve.