Category: filmes

Stranger Things S01 & S02, Matt Duffer, Ross Duffer (2016-)

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O meu binge deste mês.

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Master of None (S02), Aziz Ansari, Alan Yang (2017)

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Tínhamos gostado muito da primeira temporada. O Aziz Ansari podia ser perfeitamente nosso amigo, e sente-se que é “do nosso tempo” quando fala de música, hábitos do dia a dia.

Esta temporada é bastante mais arrojada, com episódios dedicados a temáticas como a religião, homossexualidade, minorias em NY. Os primeiros episódios passam-se em Itália, e há um não sei quê europeu em toda a série. Muito boa.

Genius, Kenneth Biller, Noah Pink (2017)

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Muito boa esta série. Além da excelente produção, é interessante por se focar em toda a conjuntura que acompanhou a vida de Einstein. Ouvi falar pela primeira vez de Mileva Maric, a sua primeira esposa e física extraordinária também, e ouve-se falar de inúmeros outros cientistas que fervilhavam de ideias no início do século XX. Muitíssimo interessante escutar as conversas, a curiosidade que tinham, o entusiasmo (bem, obsessão) que tinham em compreender o mundo e em contradizer os cânones seculares de Newton. A personagem é muito rica, mas gostei muito de ver que o retrato da série foi um bocadinho para lá dele, mostrando os seus colegas, amores, e problemas familiares.

14 Diaries of the Great War, Jan Peter (2014)

O centenário da Grande Guerra foi celebrado com muita sobriedade, e com muito rigor. Acompanhei os podcasts da BBC com registos audio da biblioteca nacional britânica, entrevistas aos sobreviventes realizadas há décadas atrás e todas as histórias são, para mim, fascinantes.

E ser fascinante é um problema. Remete para o pouco real, o cristalizado, analisável, estanque.

Esta série foi diferente. Está organizada de uma forma muito interessante, com vídeos da época e muito boas recriações históricas. Tudo narrado com excertos de diários reais, escritos na incerteza das trincheiras, das casas saqueadas, dos hospitais cheios de gritos.

Pela primeira vez pensei que tudo o que lemos sobre a IGGM foi escrito por pessoas que souberam entretanto como terminou e como deveriam então analisar a conjuntura que conduziu a. Mas ouvir os diários tem um toque completamente diferente. Percebemos a leveza com que todos embarcaram na aventura que era a guerra, como acreditavam que ia ser rápida, como eram patrióticos. E depois com o passar do tempo como questionavam tudo, como se embebedavam, empederniam, e vagueavam exaustos. Os diários são interessantes porque são incertos. Por acaso já sabemos o fim, mas aquelas 14 e mais pessoas que ouvimos, não faziam a mais pálida ideia.

Felizmente a série está toda disponível aqui, e recomendo mesmo.

Assim fiquei a conhecer a minha nova heroína, Marina Yurlova, que com 14 anos e espírito cossaco decidiu ir atrás do pai, convocado para combater pela Rússia. Passa assim por exércitos, tiroteios, prisões, hospitais, a história mais mirabolante cheia de graça e coragem.

Imbuída deste espírito documental, alinhei na iniciativa da europeana.eu que incentiva pessoas a transcreverem os diários de guerra para formato digital. Podem ler mais sobre a Transcribathon aqui.