Category: avulso

Normal.

Yaycks.

“Normal is getting dressed in clothes that you buy for work and driving through traffic in a car that you are still paying for, in order to get to the job you need to pay for the clothes and the car, and the house you leave vacant all day so you can afford to live in it.”
– Ellen Goodman

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Todas as árvores do campo baterão palmas

Reza a história que quando nos despedimos o abraço, aquele abraço, foi dado com um carro parado na estrada – porque era de madrugada – com todas as portas abertas, e esta música a tocar enquanto esperavam.

Eu não me lembro da música, lembro-me do resto.

O título é bíblico. Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. Isaías 55:12

Eu não me lembro da música, mas que bom que foi esta.

If I am alive this time next year
Will I have arrived in time to share?
And mine is about as good this far
And I’m still applied to what you are

And I am joining all my thoughts to you
And I’m preparing every part for you

And I heard from the trees a great parade
And I heard from the hills a band was made
And will I be invited to the sound?
And will I be a part of what you’ve made?

And I am throwing all my thoughts away
And I’m destroying every bet I’ve made
And I am joining all my thoughts to you
And I’m preparing every part for you
For you

No tasco aqui ao lado

Eu gosto muito do meu trabalho e penso sobre ele fora de horas. O meu trabalho questiona-se como podemos conceber produtos, tecnologias, sistemas focando-se nas pessoas que os vão utilizar e como irão interagir com eles. Às vezes fazem-se as coisas sem pensar em quem as vai usar, sem pensar que só as fazemos por causa das pessoas.
Por isso gosto de reflexões sobre como quem faz o mesmo que eu – que consegue lidar com e controlar pequenos produtos em pequenos projetos – deve comportar-se perante os produtos e projetos de agora, que são muito complexos, muito longos, muito ambiciosos. Coisas como serviços de saúde, transportes autónomos, cidades inteligentes.

Bem, tudo isto para dizer que escrevi umas quantas coisas aqui ao lado. Não o faço muitas vezes, mas hoje acordei para aqui virada: https://futurscientist.wordpress.com, o primeiro é este.

OMG Uma Lista!

Ah ah, pois. Passaram-se anos sem eu fazer uma lista (não encontro a minha última, que terminou em 2010), mas no início deste mês de janeiro senti um chamamento. Serão os 30? Não sei, a verdade é que é uma lista modesta e humilde, que está mais preocupada com a minha saúde do que com grandes feitos e viagens. Aqui vão alguns itens. Outros são mais ou menos secretos.

Aprender a tocar acordeão diatónico
Fazer fisioterapia
Começar um desporto novo (yoga ou pilates)
Começar preparação de viagem à Arménia e Geórgia
Andar frequentemente de bicicleta
Fazer um podcast
Ler o Guerra e Paz
Ler Song of Myself do Walt Whitman
Passar som num bar com o Luís
Dançar a Valsa do Gelo com o Luís
Comer no mínimo três peças de fruta por dia
Terminar de ler o Game of Thrones
Aprender a assobiar com os dedos
Organizar um baile em Braga
Escrever três artigos
Visitar uma cidade nova em família
Descobrir a minha especialidade na cozinha
Fazer dois estudos experimentais para o PhD
Ler e devolver todos os livros emprestados
Ilustrar as minhas letras de música preferidas
Conduzir
Trocar de óculos
Piercing

 

Já comecei a riscar alguns itens. Devo dizer que ter começado a utilizar o Passion Planner me anda a ajudar bastante a não esquecer nada.

E, para quem não sabe, tenho este outro tasco, e neste tasco proponho-me a outros vôos.

soviet-space-program-propaganda-poster-17

(Propaganda ao programa espacial russo, mas pareceu-me uma imagem cheia de força e esperança no futuro. Apropriado.)

 

A camisola

Acho que nunca mostrei a única camisola que fiz até agora. A lã que já fora três tentativas de camisola irritou-se e disse: Esquece tudo, agora vou ser uma camisola para a Joana, e foi.

Terminei-a o ano passado com menos glória do que tinha previsto – tanto que nem a mostrei a ninguém. Fi-la cuidadosamente, com as medidas e a cabeça de quem sabe que tempo perdido no início é tempo ganho no final. Mas enfim, o dom não é muito e ela está-me largueirona e não me assenta muito bem. Mas é quente, fica bem com camisas de xadrez, e fui eu que a fiz.

O modelo é muito bonito, o ponto fica muito bem num colete do género, e apesar de tudo é um orgulho tamanho vestir algo que se fez.

Lago dos Cisnes, Russian Classical Ballet

Aconteceu tudo muito depressa. Numa semana estava a ver um documentário sobre o ballet, e fiquei muito surpreendida com o que ouvi. Primeiro, que era uma dança viril, dançada exclusivamente por homens na corte. Depois, com a Revolução Francesa, os traços do ballet foram-se alterando, entrando então a figura da bailarina. Também na Rússia, o ballet era associado à família real, à graciosidade cortesã, ao poderio nobre e burguês.

No meio de tudo isto, o documentário é pontilhado por cenas de vários bailados clássicos, nomeadamente o Lago dos Cisnes de Tchaikovsky. Eu digo alto “bolas, queria mesmo ver isto uma vez”. Dizem-me que está esta semana em Guimarães. O L. diz-me, não marques nada no sábado à noite. E não marquei, e a minha prenda de Natal foi ver o Lago dos Cisnes!

Ufa. E foi belíssimo. Como não frequento a cena clássica, estivemos antes do concerto a ler a sinopse na wikipedia, só para perceber o enredo. De resto, é uma mistura de teatro com o que a música já comunica naturalmente. Algumas coisas claras, outras não. Mas tudo grácil, belíssimo, impressionante.

O ballet é definitivamente das danças que mais me impressiona, porque é dificílimo conseguir aquele controlo do corpo, porque é certamente doloroso conseguir toda aquela força. Mas com todos os lindos vestidos, não há músculo nem sangue à vista. É só belíssimo.