Category: não interessa a ninguém

Todas as árvores do campo baterão palmas

Reza a história que quando nos despedimos o abraço, aquele abraço, foi dado com um carro parado na estrada – porque era de madrugada – com todas as portas abertas, e esta música a tocar enquanto esperavam.

Eu não me lembro da música, lembro-me do resto.

O título é bíblico. Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. Isaías 55:12

Eu não me lembro da música, mas que bom que foi esta.

If I am alive this time next year
Will I have arrived in time to share?
And mine is about as good this far
And I’m still applied to what you are

And I am joining all my thoughts to you
And I’m preparing every part for you

And I heard from the trees a great parade
And I heard from the hills a band was made
And will I be invited to the sound?
And will I be a part of what you’ve made?

And I am throwing all my thoughts away
And I’m destroying every bet I’ve made
And I am joining all my thoughts to you
And I’m preparing every part for you
For you

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OMG Uma Lista!

Ah ah, pois. Passaram-se anos sem eu fazer uma lista (não encontro a minha última, que terminou em 2010), mas no início deste mês de janeiro senti um chamamento. Serão os 30? Não sei, a verdade é que é uma lista modesta e humilde, que está mais preocupada com a minha saúde do que com grandes feitos e viagens. Aqui vão alguns itens. Outros são mais ou menos secretos.

Aprender a tocar acordeão diatónico
Fazer fisioterapia
Começar um desporto novo (yoga ou pilates)
Começar preparação de viagem à Arménia e Geórgia
Andar frequentemente de bicicleta
Fazer um podcast
Ler o Guerra e Paz
Ler Song of Myself do Walt Whitman
Passar som num bar com o Luís
Dançar a Valsa do Gelo com o Luís
Comer no mínimo três peças de fruta por dia
Terminar de ler o Game of Thrones
Aprender a assobiar com os dedos
Organizar um baile em Braga
Escrever três artigos
Visitar uma cidade nova em família
Descobrir a minha especialidade na cozinha
Fazer dois estudos experimentais para o PhD
Ler e devolver todos os livros emprestados
Ilustrar as minhas letras de música preferidas
Conduzir
Trocar de óculos
Piercing

 

Já comecei a riscar alguns itens. Devo dizer que ter começado a utilizar o Passion Planner me anda a ajudar bastante a não esquecer nada.

E, para quem não sabe, tenho este outro tasco, e neste tasco proponho-me a outros vôos.

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(Propaganda ao programa espacial russo, mas pareceu-me uma imagem cheia de força e esperança no futuro. Apropriado.)

 

2014

Normalmente não faço este tipo de balanços, mas como este poiso é um registo pessoal, por vezes sabe bem voltar atrás e ver o que se fez e o que se deixou por fazer.
2014 foi um ano bem cheio, bem inesperado mas tudo muito positivo.

1) Comecei um doutoramento (começamos, a empreitada está a ser a dois, com o mais individual que tem). A área é nova para mim, mas a minha disciplina, vontade de aprender e empenho é bem diferente do que era há cinco anos atrás. Sinto-me muito preparada para o que aí vem.

2) Profissionalmente os desafios foram constantes e aprendi muitas técnicas e ferramentas. Foi em trabalho que visitei um novo continente pela primeira vez. A paisagem marciana do Arizona juntamente com a simpatia de todos, todos sem exceção, deixaram-me com muita vontade de regressar aos EUA. Um dia. Com o L. e um carro.
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3) Vindimas. Uma amostra de vindimas mas foi feita com amigos que já não via há muito tempo. Passeámos um bocadinho, brincámos e e comemos muito, e bem.
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4) Regressei a Bratislava 4 anos depois. Consegui estar com o meu professor, os meus amigos – casados, com bebés, grávidos – e depois da vergonha inicial foi como sempre foi e sempre será. Tinha muitas saudades, gosto mesmo muito das pessoas que tenho por lá, e a Europa Central será sempre muito especial para mim.
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5) Polónia. Fui a um congresso a Cracóvia. Já por si uma nova experiência, pois nunca tinha ido a um congresso com tanta gente de referência. Depois, a cidade é muito jovem, fresca e perfeitamente habitável. Uma pequena surpresa, com muita história e muita vida em simultâneo.
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6) Exploradores. Comecei a liderar uma trupe de miúdos adoráveis. Gosto muito de pensar o que fazer com eles, como os motivar e desafiar. E gosto de os ouvir às escondidas, sabem coisas incríveis!

7) Vale da Teixeira, Calcedonia. Vi algumas destas coisas. Souberam muito bem, apesar de tão poucas.
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8) 10 anos de universidade. Houve um jantar para marcar este facto inacreditável. O de termos entrado na universidade há dez anos, de estarmos cada um no seu canto, mas ainda falar e rir como se nos juntássemos para mais um trabalho de grupo.

9) Smartphone. Comecei a tirar mais fotografias, vídeos, a utilizar o telemóvel como uma ferramenta para muita coisa. Mas ainda assim odeio escrever mensagens e mails onde não há botões.

Engenharia do Tricot

 

 

Trabalho com engenheiros. O ambiente é diversificado, já todos aprendemos a falar uma língua comum. Contudo, quando por uma razão ou outra tenho mesmo de ficar lado a lado a assistir ao bater de código, à montagem e integração de sistemas, penso que não teria paciência para fazer o que fazem. Parece-me que já esperam que nunca nada corra como esperado, e realmente nunca corre. O espírito é de uma constante procura da fonte do problema para o resolver. E assim, com muita sistematização, lá vão passando por todos os passos, uma modificação de cada vez e lá se corre tudo de novo. O ciclo de verificação repete-se até funcionar.

Nem pensar, não conseguia.

Até que penso no tricot. O tricot é igual! Há uma linguagem simples de base que aprendemos de ginjeira. Depois aventuramo-nos sempre por padrões novos, cada vez mais complexos, muito próprios de cada tarefa. Normalmente, enganamo-nos sempre. E quando isto acontece, não há nada a fazer até encontrar onde foi feito o erro, desfazer, e refazer até tudo bater certo de novo. Se foi coisa que o tricot me ensinou foi paciência e preserverança.

Programadores, vocês têm todas as competências para pegar nas agulhas e fazer coisas maravilhosas!
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Red Partner

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Perco demasiado tempo – mesmo, imenso – a conceptualizar a minha organização.

Agendas, organizers feitos por mim, caderno para isto, caderno para aquilo, separador para isto, etc.

Mais do que usufruir o resultado final, gosto desta parte de conceção.

Contudo em 2011 encontrei um pequeno caderno de capa dura e folhas grossas (não, não é Moleskine) e que andou sempre comigo. E após tantas conjeturas, não há nada melhor para organizar os dias, tomar notas, desenhar, planear, enfim, tudo.

Este acompanhou-me entre 2011 e 2013. Já chegou ao fim e já foi substituído por outro igual. Está encontrado o meu método, tadah!

(Diz ela, com um caderno para PhD ao lado, um mais fino para desenhos, um mais fino para aprendizagens com R).

(Mas que ficam em casa).

nobody’s blues

a pensar como utilizar

que registo

se oculto, se livre

não tenho paciência para ler oculto, já não tenho

mas depois do fracasso de missivas diárias

depois de muitas coisas novas

talvez me acomode aqui

da mesma forma com que estive, e nunca deixei de estar, aqui.