Category: não interessa a ninguém

OMG Uma Lista!

Ah ah, pois. Passaram-se anos sem eu fazer uma lista (não encontro a minha última, que terminou em 2010), mas no início deste mês de janeiro senti um chamamento. Serão os 30? Não sei, a verdade é que é uma lista modesta e humilde, que está mais preocupada com a minha saúde do que com grandes feitos e viagens. Aqui vão alguns itens. Outros são mais ou menos secretos.

Aprender a tocar acordeão diatónico
Fazer fisioterapia
Começar um desporto novo (yoga ou pilates)
Começar preparação de viagem à Arménia e Geórgia
Andar frequentemente de bicicleta
Fazer um podcast
Ler o Guerra e Paz
Ler Song of Myself do Walt Whitman
Passar som num bar com o Luís
Dançar a Valsa do Gelo com o Luís
Comer no mínimo três peças de fruta por dia
Terminar de ler o Game of Thrones
Aprender a assobiar com os dedos
Organizar um baile em Braga
Escrever três artigos
Visitar uma cidade nova em família
Descobrir a minha especialidade na cozinha
Fazer dois estudos experimentais para o PhD
Ler e devolver todos os livros emprestados
Ilustrar as minhas letras de música preferidas
Conduzir
Trocar de óculos
Piercing

 

Já comecei a riscar alguns itens. Devo dizer que ter começado a utilizar o Passion Planner me anda a ajudar bastante a não esquecer nada.

E, para quem não sabe, tenho este outro tasco, e neste tasco proponho-me a outros vôos.

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(Propaganda ao programa espacial russo, mas pareceu-me uma imagem cheia de força e esperança no futuro. Apropriado.)

 

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2014

Normalmente não faço este tipo de balanços, mas como este poiso é um registo pessoal, por vezes sabe bem voltar atrás e ver o que se fez e o que se deixou por fazer.
2014 foi um ano bem cheio, bem inesperado mas tudo muito positivo.

1) Comecei um doutoramento (começamos, a empreitada está a ser a dois, com o mais individual que tem). A área é nova para mim, mas a minha disciplina, vontade de aprender e empenho é bem diferente do que era há cinco anos atrás. Sinto-me muito preparada para o que aí vem.

2) Profissionalmente os desafios foram constantes e aprendi muitas técnicas e ferramentas. Foi em trabalho que visitei um novo continente pela primeira vez. A paisagem marciana do Arizona juntamente com a simpatia de todos, todos sem exceção, deixaram-me com muita vontade de regressar aos EUA. Um dia. Com o L. e um carro.
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3) Vindimas. Uma amostra de vindimas mas foi feita com amigos que já não via há muito tempo. Passeámos um bocadinho, brincámos e e comemos muito, e bem.
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4) Regressei a Bratislava 4 anos depois. Consegui estar com o meu professor, os meus amigos – casados, com bebés, grávidos – e depois da vergonha inicial foi como sempre foi e sempre será. Tinha muitas saudades, gosto mesmo muito das pessoas que tenho por lá, e a Europa Central será sempre muito especial para mim.
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5) Polónia. Fui a um congresso a Cracóvia. Já por si uma nova experiência, pois nunca tinha ido a um congresso com tanta gente de referência. Depois, a cidade é muito jovem, fresca e perfeitamente habitável. Uma pequena surpresa, com muita história e muita vida em simultâneo.
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6) Exploradores. Comecei a liderar uma trupe de miúdos adoráveis. Gosto muito de pensar o que fazer com eles, como os motivar e desafiar. E gosto de os ouvir às escondidas, sabem coisas incríveis!

7) Vale da Teixeira, Calcedonia. Vi algumas destas coisas. Souberam muito bem, apesar de tão poucas.
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8) 10 anos de universidade. Houve um jantar para marcar este facto inacreditável. O de termos entrado na universidade há dez anos, de estarmos cada um no seu canto, mas ainda falar e rir como se nos juntássemos para mais um trabalho de grupo.

9) Smartphone. Comecei a tirar mais fotografias, vídeos, a utilizar o telemóvel como uma ferramenta para muita coisa. Mas ainda assim odeio escrever mensagens e mails onde não há botões.

Engenharia do Tricot

 

 

Trabalho com engenheiros. O ambiente é diversificado, já todos aprendemos a falar uma língua comum. Contudo, quando por uma razão ou outra tenho mesmo de ficar lado a lado a assistir ao bater de código, à montagem e integração de sistemas, penso que não teria paciência para fazer o que fazem. Parece-me que já esperam que nunca nada corra como esperado, e realmente nunca corre. O espírito é de uma constante procura da fonte do problema para o resolver. E assim, com muita sistematização, lá vão passando por todos os passos, uma modificação de cada vez e lá se corre tudo de novo. O ciclo de verificação repete-se até funcionar.

Nem pensar, não conseguia.

Até que penso no tricot. O tricot é igual! Há uma linguagem simples de base que aprendemos de ginjeira. Depois aventuramo-nos sempre por padrões novos, cada vez mais complexos, muito próprios de cada tarefa. Normalmente, enganamo-nos sempre. E quando isto acontece, não há nada a fazer até encontrar onde foi feito o erro, desfazer, e refazer até tudo bater certo de novo. Se foi coisa que o tricot me ensinou foi paciência e preserverança.

Programadores, vocês têm todas as competências para pegar nas agulhas e fazer coisas maravilhosas!
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Red Partner

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Perco demasiado tempo – mesmo, imenso – a conceptualizar a minha organização.

Agendas, organizers feitos por mim, caderno para isto, caderno para aquilo, separador para isto, etc.

Mais do que usufruir o resultado final, gosto desta parte de conceção.

Contudo em 2011 encontrei um pequeno caderno de capa dura e folhas grossas (não, não é Moleskine) e que andou sempre comigo. E após tantas conjeturas, não há nada melhor para organizar os dias, tomar notas, desenhar, planear, enfim, tudo.

Este acompanhou-me entre 2011 e 2013. Já chegou ao fim e já foi substituído por outro igual. Está encontrado o meu método, tadah!

(Diz ela, com um caderno para PhD ao lado, um mais fino para desenhos, um mais fino para aprendizagens com R).

(Mas que ficam em casa).