Category: fotografia

Descartável

Há muito tempo atrás o L. recebeu uma prenda surpresa com uma série de coisinhas lá dentro. Uma destas “coisinhas” era uma máquina descartável com o rolo fora de prazo, de 2011. Levamo-la para as férias e aqui ficam os registos analógicos da nossa passagem por Bratislava, Ljubljana, e vários sítios na Croácia.

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A segunda vez que falo em Albert Kahn

Em 2013 escrevi isto.

E agora, vejo eu que não sabia da missa a metade. É a segunda vez que falarei de Albert Kahn e passará a ser o meu Evangelho: serei missionária do seu trabalho, irei visitar o seu Museu, terei fotografias do seu espólio na minha casa!

A RTP 2 teve a feliz ideia de passar todos os 9 episódios da série da BBC “O maravilhoso mundo de Albert Kahn”. Apercebi-me que quase tudo soava a novidade, e isso era porque não tinha visto os seus episódios na Indochina, Israel, no Benin, e na África do Norte.

O mote era simples: o mundo estava a mudar e Kahn queria documentar (fotografia e vídeo) o máximo de tradições e estilos de vida, sem interferir, sem artificialismos. Contratou uma horde de fotógrafos profissionais e enviou-os por todo o mundo.

O espólio é riquíssimo, e Kahn, que ficou na bancarrota após o crash de 1929, conseguiu salvá-lo dos nazis que vasculharam a sua casa em busca de nomes de judeus ricos. Kahn morreu em 1939, na sua cama, e só décadas mais tarde é que se redescobriu o tesouro que guardava na cave da sua casa parisiense.

As fotografias mais bonitas das mulheres na Indochina.

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Os escrivãos que se orgulhavam assim de nunca ter trabalhado num arrozal na vida.

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As primeiras fotos a cores do Benim, onde registou também as primeiras cerimónias voudu em vídeo.

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E os povos nómadas de Marrocos.

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Não é incrível? A visão dele permitiu ter algum registo de um mundo que já não existe: um mundo sem fronteiras, de harmonia entre religiões e povos. O interessante foi ter captado justamente isso, pois toda a I GGM ficou registada, e é evidente um antes e um depois.

Fiães do Rio

Com os turnos do L. não temos propriamente fins de semana como sempre tivéramos até agora, por isso fui encaixando dois dias de férias a meio da semana o longo do ano. Este mês fomos até Fiães do Rio, bem perto de Montalegre.

Deu para descansar imenso, apanhar muita chuva, dormir num verdadeiro yurt da Mongólia, e dizer olá de novo à Ponte da Misarela.

Estas escapadelas vão saber mesmo bem!

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30

 

 

Entretanto sucede que fiz 30 anos. Trinta, tranquilos, sem grandes reflexões, até porque os tempos têm sido bem bem bem agitados.

Decidimos ir até à Suiça visitar a Joui, que por lá se vai instalando numa nova colmeia.

A Suiça sempre me passou ao lado. Conheci Bern, que achei muito pitoresca na altura. Mas as associações que fazia ao país não eram as mais simpáticas, e não sei porque motivo, nunca considerava o que tem de melhor: A Natureza.

Para que conste, sou agora alta entusiasta das visitas à Suiça, desde que com umas botas na mala.

Quando chegámos, fomos recebidos pela nossa anfitriã que nos levou a passear por Genéve. Depois, já em Lausanne, fomos passear pelo Lac Léman, que começa assim a criar suspense no visitante…

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Para num bac o visitante se deparar com isto. Uma bruma de fim da tarde sobre uma paisagem belíssima, num ambiente tranquilo onde todos passeiam, correm, ouvem música ou lêem.

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Esta sou eu, com trinta, perfeitamente ciente que o melhor está para vir.

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O jantar de aniversário anunciava-se com o domínio das joaninhas, mas no que diz respeito à comida, apenas uma joaninha dominava, a outra comia e comia e comia.

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A experiência gastronómica suiça inaugurou-se com Raclette. Batatas cobertas com queijo que pode ser enriquecido com bacon, pimentos ou cogumelos. Nhom nhom (desde o bryndzové halusky que sou a maior fã de comida de camponeses das montanhas).

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O dia seguinte reservava-nos o espanto #1, com cenários dignos de windows desktops. Fomos de carro até Charmey e fizemos um lindo percurso que nos levou até junto de vaquinhas, pontes, gargantas e barragens lindíssimas.

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O destino final era a aldeia de Gruyéres, com passagem por Broc.

Os percursos pedestres na Suiça estão muito bem marcados, com todas as indicações a aparecer quando necessário.

Este é o estado de Joui em 80% do tempo das caminhadas que faz: a fotografar.

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No final da caminhada, chegámos à belíssima vila de Gruyéres, e bota fino.

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A noite foi de descanso e de outra comida suiça de que não me lembro, mas aposto que metia queijo, e era boa.

Sábado de manhã! O nosso grupo já podia receber o precioso contributo do quarto elemento, Z. O programa era de visita à cidade de Lausanne, por isso o pequeno almoço foi bem reforçado.

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E o passeio por Lausanne levou-nos ao muito interessante museu de Art Brut, a novos quarteirões muito dinâmicos, à catedral e a simpáticas zonas antigas. Muito interessante também foi termos feito isto tudo antes de “sair à noite” (fomos a um concerto Gospel!) e “saímos à noite” ainda antes de jantar! Enfim, países sem GMT, incrível.

O jantar: Fondue de queijo, moitié-moitié (meio queijo Gruyére e meio queijo Vacherin Fribourgeois).

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E o dia seguinte era o dia em que nos iam mostrar os Alpes! O destino escolhido foram os Alpes de Valais, e começámos um trilho que começava em Mauvoisin. O trilho era interessante, a atravessar por longos e profundos túneis que cortavam toda a duração da montanha. Era histórico, e mostrava-nos ao longo do caminho o processo de construção da barragem que tínhamos ao lado…e não víamos porque estávamos dentro de um túnel.

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Mas depois, isto.

Isto foi das paisagens mais bonitas que já vi na vida, e fez-me pensar no meu top de paisagens impressionantes. Já vi algumas (lembrei-me da Islândia, de quando subi Dumbier na Eslováquia…) mas esta vai definitivamente para lugares cimeiros.

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Éramos tão pequeninos no meio de tudo.

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Uma tradição.

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Mesmo pequeninos (aqui nos apercebemos que tudo o que houvéramos descido, tínhamos de subir)

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E subimos até aqui, com muita neve! E a descida de regresso não foi a mais simples, mas foi a mais derrapante concerteza.

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E assim terminou a nossa primeira visita a Lausanne. Foi uma viagem super revigorante, de quatro dias, mas que me fez pensar que quando bem planeados, quatro dias são perfeitos para a) descansar a cabeça do trabalho b) conhecer um sítio, desde que com a orientação certa. E a orientação foi certa, foi da minha querida Joui! Que preparou tudo ao nosso gosto.

 

Obrigada, e estamos apenas a duas horas de distância.

 

 

 

Groningen

Sempre que estive na Holanda – sempre em Amesterdão – fiquei em casa de uma amiga. Então nunca tinha tido estes pequenos problemas de usabilidade dada a minha altura. Por exemplo, isto é uma selfie no hotel. Não me conseguia ver ao espelho!
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À parte destes desfalques culturais, a experiência foi agradável. Groningen pareceu-me, enfim, muito holandesa. Saí, como sempre, com alguma dor de cotovelo pelo estilo de vida.

A arquitetura é antiga e moderna, com alguma imponência das Companhias da Índias e explorações quejandas.

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Um dos sítios de que mais gostei foi, curiosamente, o Universiteitsmuseum Groningen, com entrada gratuita (e quase todas as legendas em holandês). A exposição é clássica e com aquele aspeto macabro da ciência feita no pico da etnografia, biologia, medicina, etc.

Estas fotografias são do escritório de Aletta Jacobs (1854 – 1929), a primeira mulher holandesa a exercer medicina, e a obter um doutoramento.

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Também exposto estava algum equipamento do primeiro laboratório de Psicologia Experimental da Holanda, a par dos primeiros estudos de frenologia!

Leto 2015 – Perspetiva mobile

Foram as minhas primeiras férias com um smartphone. Foi diferente. Registei tudo. Fotos, vídeos, sons. E ficam registos breves e autênticos do que foi.

As fotos.

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Manta Rota às 21h00.

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Estação de Vila Nova de Cacela.

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Praia Don’Ana, Lagos.

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Maranhão.

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Praia do Carvalho, Lagoa.

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Mais Maranhão.

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A feira mensal de Vila Nova de Cacela.

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Cacela Velha.

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Castro de Baroña, Galiza.

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Castro de Baroña, Galiza.

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Castro de Baroña, Galiza.

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Castro de Baroña, Galiza.

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Castro de Baroña, Galiza.

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Faro do Louro, Galiza.

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Faro do Louro, Galiza.

Leto 2015

Aqui vai um breve registo do que foram estas apetecidas e merecidas férias!

Cacela Velha

Este aldeamento fica mesmo entre Manta Rota e Tavira, com vista para a Ria Formosa e ao lado da Praia da Fábrica, recentemente eleita como uma das melhores do mundo. Com uma clara herança muçulmana, esta pequena aldeia é muito luminosa e tranquila, parece-me perfeita para umas férias, e pareceu-me também ter um andamento cultural muito giro no mês de Agosto, com concertos no cemitério antigo.

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Há barcos que fazem o transporte entre Cacela e a praia. Há também quem se aventure por entre os viveiros de ostras e termine com os pézitos todos cortados.

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Porto do Son, Galiza

Voltamos sempre à nossa querida Galiza, tão perto de casa, e mais uma vez num registo low-cost. Que é o meu preferido, muito convenientemente.

Ficámos no parque de campismo de Punta Batuda em Porto do Son. Tem excelentes condições e a praia mesmo à frente.

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Chama-se Playa Hornanda e é pequenina e muito agradável. A água é calma – ria – e não é tão fria quanto se possa pensar!

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Castro Baroña, Galiza

Esta praia estava na lista de praias a visitar porque tem um antigo castro em muito boas condições mesmo ao lado da praia. Chegámos bem cedo e a praia estava deserta, a água límpida, as areias brancas. Mas à medida que o tempo ia passando e as pessoas iam chegando, apercebemo-nos que é uma praia de nudistas! Fica o aviso à população, mas podem estar lá tranquilitos e vestiditos.

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Faro do Louro, Galiza

No dia seguinte, e como não podia deixar de ser, choveu. Desmontámos e rumámos a Fisterra para rematar um Caminho de Santiago que fizemos em 2009. Percorremos a chamada Costa da Morte, por ter um mar inóspito que já causou inúmeros naufrágios. Parámos do Farol de Louro, e a praia, mais uma vez, limpa, deserta e enorme.

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Fisterra fez jus à fama, e estava enevoada, com muita gente, muito frio e muita chuva. Mas o mar fazia-se ouvir contra as rochas, e o cenário é digno de um fim da terra.

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Para alguns peregrinos, o Caminho termina aqui.

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Para nós, depois de um almoço na vila à beira-ria de Muros, terminou também.