Category: trilhos

PR Trilho de Xertelo aos Poços Verdes de Cabril

Quando o Francesco e a Francesca cá estiveram, fomos fazer um percurso que terminava em Xertelo, passando pelos Poços Verdes de Cabril (7 Lagoas de Xertelo, Poços Verdes de Cabril ou Lagoas das Lages dos Infernos).

Fojo do Lobo

É um percurso muito bonito com uma visita a um Fojo do Lobo. O início é a parte mais complicada, com caminhos em pedra solta como os da imagem.

Início do percurso em caminhos de pedra solta

Depois pudemos finalmente as sete lagoas de Cabril, que começavam a ficar cheias de gente.

Poços Verdes de Cabril

E terminamos em Xertelo!

Xertelo

A minha avaliação: 6/10.

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PR4 – Trilho dos Moinhos e dos Regadios

Com a visita da J. tínhamos de fazer uma caminhada, e com o calor que estava, tinha de ser uma bem fresquinha. E assim foi: aqui vai o Strava e panfleto do trilho.

Fomos até Chamoim, uma aldeia em Terras de Bouro, com os seus tanques e espigueiros e espigueiros em tanques.

O percurso era bem verde como mandam as regras do Minho profundo, bem fresco e bem molhadinho por vezes.

O almoço ao lado do moinho após a subida ao ponto mais alto foi bem tranquilo, com direito a uma boa imitação de Kit Kat.

A minha avaliação: 6/10.

Não tendo nenhuma paisagem que se destaque em particular – talvez a vista da Serra Amarela a partir do ponto mais alto – é um percurso muito adequado a dias quentes, e é um bom retrato da paisagem minhota.

De Bastuço ao Castro das Caldas

Havia dois trilhos à escolha: Um no Gerês, bonito, não muito longo; e outro em Braga, de 27km. Escolhemos o último (mas pelo caminho fizemos-lhe umas mudanças). A descrição do L. esta aqui, e o registo strava aqui.

Uma vez mais, vou colocar a descrição do L.

Neste trilho continuámos na senda de conhecer os espaços limítrofes de Braga. Este trilho começa precisamente no limite entre Braga e Barcelos, nomeadamente na Igreja de Bastuço em Santo Estevão. Seguindo na direcção da cidade de Braga apanhamos o trilho marcado “Na senda do castelo de Bastuço”.

Trabalhos de sábado de manhã, foto do L.
Trabalhos de sábado de manhã, foto do L.

O Castelo de Bastuço é inexistente nos dias de hoje mas é no cimo daquele monte que em tempos se ergueu um castelo que era o centro de uma vasta região. Depois de atravessar o vale do Rio Labriosque, iniciamos a subida aos penedos que restam no monte, onde vai sendo possível ler algumas notas nas placas informativas que contextualizam o caminho e o espaço. 

Parte inicial do Trilho em Passos S. Julião

Ao começar a descida para o local da Torre, sente-se novamente o barulho da vida suburbana bracarense. Em Sequeira somos brindados com uma compilação de sucessos musicais dos anos 80 a tocar bem alto, tão alto que se ouve até ao topo do monte das Caldas.

Sequeira
Sequeira
Sequeira (passa-se por baixo da A11 e da A3)
Eu sou a Imaculada Conceição
Sequeira
Castro das Caldas

Neste monte surge o Castro das Caldas, também ele apenas em pequenos vestígios. O ponto alto é mesmo poder apreciar uma panorâmica total, onde nos perdemos a identificar os pontos conhecidos do nosso dia a dia, entre prédios e edifícios que reconhecemos na distância. Enquanto fazemos uma pausa para reabastecer, somos acompanhados da música que intervala com os sempre presentes foguetes minhotos. Tempo de voltar ao caminho – descemos pela encosta oposta do monte, um caminho com pedras e terreno solto que não é agradável. O caminho continua até Mire de Tibães, junto ao novíssimo parque de lazer de São Gens tomamos a decisão de não prosseguir até ao Mosteiros de Tibães – ficará para outro dia, numa visita de reconhecimento para outra atividade, com outro contexto.

Vista do Castro das Caldas

Iniciamos a volta para o ponto de partida, atravessando Cabreiros, as estradas e as vias rápidas até voltar a entrar nos bosques que havíamos percorrido no início com uma desafiante subida que se faz de forma suave por entre as muitas sombras destes locais. Ao chegar ao ponto de partida, o local sossegado em frente à Igreja banhada pelo sol matinal já não existe – uma enorme multidão e imensos carros acabavam a celebração de um casamento preparando-se para encher o bandulho.

A minha avaliação: 5/10.

Trilho Castelo de Aboim

Era sábado de manhã, a chuva tinha parado no dia anterior, o dia começava glorioso e nós…muito preguiçosos na cama. Levantamo-nos e decidimos fazer um trilho pequenito. Fizemos este trilho não sinalizado que começava num bonito solar e nos levou até ao topo do Castelo de Aboim. O registo Strava está aqui.

Solar da Portela de Sampriz
Santiago, padroeiro da freguesia
Ramadas de giesta acabadinhas de cortar

A subida até ao Castelo de Aboim passa por muitas sombras, e faz-se muito bem.

Claro que o ponto alto (literalmente) do trilho, foram as vistas do cimo do castelo, bem verdejantes, com um rio Lima pelo meio, avistando Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

Vista do Castelo de Aboim
Vista do Castelo de Aboim
Vista do Castelo de Aboim
Descida do Castelo
O castelo de Aboim da Nóbrega, imponente maciço granítico, na margem esquerda do rio Lima – o castelo das Terras da Nóbrega – importante do ponto de vista da estratégia militar da época, foi perdendo importância, a partir do século XIV, para o do Lindoso. 
Vista do castelo já a aproximarmo-nos do final do trilho

No final, ainda bem que nos levantamos da cama! Em 10km vimos um sítio novo, mexemo-nos um bocadinho e ficamos bem dispostos para o resto do dia.

A minha avaliação: 6,5/10.

Trilho da Fraga das Pastorinhas

No nosso último dia pela Serra da Peneda fizémos um trilho não sinalizado que prometia. Já vamos conhecendo as pessoas que partilham os trilhos no Wikiloc, os seus estilos e preferências. O registo strava está aqui, com cerca de 15km.

Acordámos com esta vista, e rumámos à Sra. da Peneda onde teria início o trilho.

Vista da janela do quarto

O início foi complicado e nós complicamos mais. Por vezes acontece isso pois escapa-nos um caminho mais fácil ou uma mariola. Por ter algum mato e algumas subidas e descidas, pedi um bastão ao L. para me dar mais equilíbrio. Não o larguei mais, é uma boa companhia! Nunca tinha experimentado e dá realmente um outro apoio em terrenos mais incertos.

Subida da encosta Férrea

Apesar de o caminho não ter sinalização, há alguns indícios que nos vão dizendo que estamos no caminho certo, como esta vista da Sra. da Peneda.

Vista da Sra. da Peneda

A partir da primeira subida, as coisas ficaram mais fáceis, e a paisagem tornou-se aquela porque esperara: penedos!

Adorei, e disse-o muitas vezes, adorei caminhar ali em cima, no mais alto dali, a levar com vento forte e a caminhar por granitos intermináveis, lisos, velhos.

Penedos e penedos
Penedos e penedos
Vacas Barrosãs
Fraga das Pastorinhas com o rio Lima lá atrás

Depois de um almoço na Fraga das Pastorinhas demos início ao regresso, mais verde, com currais, com muitas vaquinhas chocalheiras e com algumas travessias de rio.

Curro da Velha

Porque tínhamos de chegar a Braga não muito tarde, optámos por atalhar, e correu bem. Até o atalho era bonito!

Atalhando

E mais uma vez, esta descida para a Sra. da Peneda (do lado oposto deste), “derreteu tornozelos e joelhos”, como descreveu o autor do trilho. Muito longo e íngreme, onde vimos lagartos azuis e verdes e onde cantei esta canção de que tanto gosto.

A avistar a Sra. da Peneda

Pela parte das penedas e fragas intermináveis, pelas vistas incríveis a todo o lado, pelas simpáticas vaquinhas a minha avaliação é 9/10.

E assim (e com cerveja) concluímos a primeira empreitada pela Serra da Peneda, com muito gosto – e menos joelhos.

PR3 – Trilho Castrejo

No dia do seu aniversário, o L. queria fazer um percurso mais longo. As hipóteses foram muitas, e acabamos por escolher o Trilho Castrejo com cerca de 19km de comprimento. Este trilho percorre as brandas e as inverneiras da zona, e tem início mesmo na aldeia de Castro Laboreiro onde pernoitamos. Aqui está o folheto do percurso, e aqui o registo strava (fiquei sem bateria mais ou menos a 1km do fim).

Formação granítica no início do trilho

Começando no alto, o início do percurso faz-nos passar por algumas brandas (casas de Verão) e, quando descemos, passamos por algumas inverneiras (casas de Inverno). Antigamente, segundo a informação do folheto, era habitual ter duas casas, cada uma para uma metade do ano, sendo que as pastagens do cimo da montanha estariam mais apetecíveis no Verão, e durante o Inverno descia-se a montanha para fugir do frio.

Charco de Gontamil

O início do percurso é muito fácil e bem assinalado. Passamos por um lago e por um fresco carvalhal.

Carvalhal do Barreiro

Passamos também por diversas Inverneiras, todas elas completamente vazias ou abandonadas. A sensação era até um bocadinho de filme de terror (uma delas chamava-se Podre, coitada).

A caminho do Bico do Patelo, passamos por uma antiga ponte que compunha uma das paisagens mais bonitas da caminhada.

Ponte da Cava da Velha
Vista da Ponte da Cava da Velha

Depois de termos descido e passado por uma série de Inverneiras, começamos a subir em direção ao bico do Patelo, que é um angry bird de granito.

Lá em cima, o bico do Patelo
Bico do Patelo

Depois desta subida puxadinha e ziguezaguiante (fez-me lembrar a última subida em Mallorca) paramos para almoçar, muito satisfeitos com o trilho até então.

Vista da hora do almoço

Depois, num estradão, decidimos fazer um pequeno desvio ao percurso para ver um ponto de interesse que não sabíamos o que era, mas que outros tinham assinalado.

Tratava-se de um local espetacular dedicado à Senhora de Numão, com uma pequena capela, churrascos, árvores, casas-de-banho, palco, fontes. Um sítio mesmo agradável gerido pela Junta de Freguesia de Castro Laboreiro, e que é utilizado no primeiro domingo de setembro para a festa anual.

Santuário da Senhora do Numão

A certa altura, o trilho vai para um lado e o ficheiro gpx que tínhamos vai para outro. Começamos a perceber que as marcações não eram muito visíveis no trilho mas, para poder dizer que tínhamos feito o trilho castrejo, tínhamos de o fazer de fio a pavio! E assim fizemos, mas não sem alguma dificuldade. Passamos por sítios com muito mato que, por muita sorte, tinha acabado de ser cortado há horas atrás (ouvia-se a moto-serra dos funcionários do ICNF à distância). Além disso, passamos alguns quilómetros a saltitar de pedra em pedra, pois o percurso estava ou com muita água, ou com muita lama.

Regresso bem molhadinho

Sabendo isso agora, diria que deveríamos ter seguido o outro caminho. Estas dificuldades quando são curtas têm a sua graça, mas quando nunca mais vemos quando vão terminar acabam por desmoralizar um bocado, e acho que aconteceu isso de certa forma.

Roupa a secar na aldeia de Caimeiras

O regresso a Castro Laboreiro passou por sítios lindíssimos como este, com autênticas piscinas feitas de rio Laboreiro. Passou também por alguma estrada, e foi pela estrada que retornámos à aldeia.

Depois de um revigorante banho e curto descanso, demos uma volta por Castro Laboreiro, com os seus detalhes interessantes como todas as aldeias.

Aqui retrata-se o castelo de Castro Laboreiro, que desta vez só vimos de longe.

Detalhe de casa de Castro Laboreiro

E entramos na igreja que está muito bonita. A recuperação que foi feita foi muito cuidadosa a integrar elementos modernos com os antigos, e a iluminação não foi deixada ao acaso, o que cunha logo um espaço.

Interior da Igreja de Castro Laboreiro
Igreja de Castro Laboreiro

As aldeias portuguesas – as verdadeiras, não como a Miss Monsanto – não são particularmente bonitas. Têm casas velhas, com remendos de zinco, têm canos com sacos de plástico à volta, têm cães a ladrar e bosta no paralelo. Mas têm as pessoas e a história de lá, e Castro Laboreiro é assim.

Alguém lá levava o Maio muito a sério, e passamos por casas, carros e motas todas com o seu raminho de giestas a assinalar a chegada do mês de Maio, mês de Maria.

Maio

Lá tem as velhinhas com hortas e trabalhos de lã, mas também tem bed & breakfasts que abusam da palavra “biológico” no pequeno-almoço, e condomínios fechados para experenciar a vida de aldeia. Vamos ver o que reserva o futuro a estes sítios.

Aldeia de Castro Laboreiro

A minha avaliaçãõ, pelas paisagens, pelo desafio, e por mais uma memória em dia de aniversário: 8/10.

PR17 – Trilho da Peneda

Com estes feriados recentes, aproveitamos para tirar umas mini-férias e subimos até Castro Laboreiro para explorar a Serra da Peneda. O L. ainda não conhecia esta parte do PNPG, e estreou-a com um tempo perfeito – atenção que por vezes pode ser perigoso ir para zonas com tanta pedra em alturas de chuva.

Para começar a senda de 3 dias, 3 caminhadas, fizemos um percurso mais pop de cerca de 10km que nos levaria até à Igreja da Sra. da Peneda. O registo strava está aqui, e a CM de Arcos de Valdevez disponibiliza esta informação sobre o trilho.

No início da caminhada

Foi o trilho onde nos cruzamos com mais pessoas. Curiosamente, todas no sentido contrário ao nosso.

Os penedos que dão nome à Serra
Joana, afinal as “camisas de caminhada” podem usar-se mesmo em caminhadas?

Parámos para almoçar na companhia de umas barrosãs que por lá pastavam. Subimos a um penedo lisinho, e lá nos resfastelamos com a habitual sandocha de queijo, chourição e tomate.

O nosso sustento habitual em caminhadas. Isto e uns kit kats pequeninos.

À medida que nos aproximamos da Sra. da Peneda, a paisagem vai-se tornando mais verde e deixamos os penedos para trás.

Vista de um vale

Já na parte final do percurso, chegamos a este belo lago artficial, sereno, lindo, e ótimo para um pic-nic.

O “Pântano”, uma represa que servia uma mini-hídrica que anos atrás fornecia energia elétrica ao povoado da Peneda

A partir do “Pântano”, o percurso junta-se com a Grande Rota (provavelmente a GR1 da travessia das Serras do Soajo e Serra da Peneda), e a marcação consiste nos três traços ao invés dos traços amarelos e vermelhos.

Para o fim, o percurso juntou-se a uma Grande Rota

A descida para a Igreja é bem abrupta. Do género “vou arrepender-me disto quando chegar aos 40”.

Nesta descida passa-se por uma zona de escalada, pelo que percebi, conceituada, com travessias de vários níveis de dificuldade. Deve ser habitual em zonas de escalada, mas nunca vira: aqui exisita um painel com todas as vias possíveis, e o nome dos escaladores/exploradores que a fizeram e marcaram pela primeira vez. Engraçado também era o texto que falava dos espanhóis da Galiza, que vinham para aqui com as suas “mentes abertas” e que contribuiram assim para a idade do ouro da escalada nos anos 80.

Zona de escalada da Meadinha
Descida em direção à Sra. da Peneda

No interior da igreja da N. Sra. da Peneda vemos várias estátuas – nomeadamente a de um criminoso arrependido que encontrou a N. Sra., mas é o seu exterior que impressiona, ali ao lado da Meadinha.

O trilho é relativamente fácil e com vistas muito bonitas. Está também bem marcado.

Depois fomos dar uma volta a Melgaço e comer um belo de um bife com vinho verde à Adega Sabino.

A minha avaliação: 7/10.