1 Second Everyday – Abril 2017

April was sunny and saw us buying a coffee machine – we’re doomed – and having the first beers after work. M. discovered motion sickness and I discovered Tibães monastery with my kids. It’s really worth a visit. Easter and its processions came, I washed my car for the first time, and saw funny soccer matches. Tasted martini rosso with beer (it’s ok) and treated my b-day father with a fancy dinner. Then one night I was home alone and discovered Snapchat’s filters. I also found Roberto Carlos, lost. Hiked a bit. And danced a lot – k-pop!

The Road, John Hillcoat (2009)

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Há filmes que se colam, que dormem connosco, que acordam connosco, que ressacam connosco durante dias. Este foi um deles. Só me consigo lembrar de outro que teve um efeito parecido, que foi este. 

A história é simples. Num cenário apocalíptico, pai e filho tentam sobreviver, com o único objetivo de rumarem a Sul. Não há vida, os recursos são quase nenhuns, e existem gangs de canibais que caçam e mantêm humanos em cativeiros. Em tons cinzentos, sempre, com fome, sempre, tentam levar os dias mantendo alguma chama de bondade e humanidade.

Mas não deixa nunca de ser tenso, de nos deixar alerta ao jeito de filme de terror, muito realista no meio deste cenário tão improvável.

Waste Mandala, Alessandro Bernard (2015)

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Não fazia ideia do grande problema de poluição que afeta o Nepal atualmente. Com o crescimento do turismo por volta dos anos 60-70, os comportamentos ocidentais chegaram até ao país, e com eles, o plástico. Em pleno 2015 o Nepal não tem uma cultura de recolha e tratamento de lixo, os locais sagrados, património da humanidade estão repletos de lixo. Katmandu, uma cidade de 5 milhões, não tem uma lixeira – tudo é uma lixeira a céu aberto, seja no rio onde deitam as cinzas dos mortos, seja na rua.

O documentário retrata a luta de um pequeno grupo de voluntários, chamados Soldados Verdes, que todos os sábados limpavam o mesmo monte, e todos os sábados o monte aparecia de novo sujo. As estratégias que utilizaram para mudar comportamentos e educar pela ação foram muito simples e muito conscientes culturalmente. No arranque do ano 2015, o governo Nepalês proibiu a distribuição de sacos de plástico no Vale de Katmandu, o que eles consideraram uma grande vitória. Após a filmagem do documentário, o terramoto de Abril 2015 abalou o Nepal, e agora os Soldados Verdes ajudam também na reconstrução do seu país.

Holy Cow, Imam Hasanov (2015)

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“Tapdig has a dream of bringing a European cow into his picturesque village in Azerbaijan to improve the condition of his poor family. He decides to call it Madona.

His passion unsettles the traditional community, the Old Men see a threat in having a foreign cow among them as they say its milk is full of chemicals. Even his wife Vafa does not want to take care of such a strange breed. But Tapdig is ready to risk it all and challenges the conservative mentality to open up and rethink the attitude.

How do human beings handle change while remaining true to their own traditions? Holy Cow questions the prejudices against the unknown and how ready are we to accept a newcomer.”

Hold me tight(s), Nicola Contini (2015)

A história de um casal italiano que construiu um império de meias em Itália, mas com a crise económica, faliram. Ele acabou por trabalhar no mercado, mas ela nunca se conformou. Aos 60 anos mudaram-se para a China, e aí recuperaram e aumentaram o seu império (de meias). Uma história de sucesso, perseverança e saudade.

Girls don’t fly, Monika Grassl (2016)

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Este documentário começa por dar a ideia de algo que pode ser um excelente exemplo de empoderamento das meninas no Gana. No entanto, rapidamente nos apercebemos de um esquema muito bem montado por um homem branco. O clássico colonialista ensina as meninas negras ( e procura financiamento). A realizadora não sabia que isto ia acontecer assim, mas deixou fluir, deixaram-na acompanhar, e o resultado é muito bom.