A música do mês de abril 2018

Como sabem em abril ouvi muito hip hop e muito rap bem antigos. Depois fui avançando na cronologia e o Kendrick Lamar ter ganho o Pulitzer da música fez-me querer conhecer melhor esta figura. Ouvi o álbum DAMN e custou-me inicialmente a habituar-me à voz dele – não é durona, é de  menino. Vidrei-me na DNA, e na HUMBLE , mas depois apareceu esta música com a SZA, e desde a primeira vez que a ouvi, achei-a uma bela canção. O refrão agarrou-me, e ouvi-a mesmo muitas muitas vezes (ainda oiço). Aparentemente, é o hit do momento (faz parte da banda sonora do Black Panther) porque já a ouvi nos intervalos de jogos de futebol, por isso, foi aprovada como uma boa canção por aí!

Anúncios

1 Second Everyday – Abril 2018

Comecei o mês de abril com um novo penteado. Entrego-me sempre às vontades da cabeleireira, e desta vez a mudança foi demasiado radical, mas lá decidi registar diariamente o meu visual, coisa que não acontecia nos vídeos anteriores.
Os primeiros dias passaram-se no Algarve com o Cassiano. Dias de tranquilidade, música, paisagens lindas, caminhadas pelos trilhos dos pescadores. Claro que o mês foi chuvoso e muito interior. As habituais danças e escuteiros, as sextas feiras à noite que adoro, experimentar sítios novos na cidade (pequeno almoço todo o dia? Estou tão dentro).
Depois chegou o meu irmão e passamos bons momentos em família. O meu pai fez 64 anos e foi aprender como se faz cerveja. Eu ganhei uma borbulha gigante e fui conhecer novas empresas com as geek girls. Fiz o trilho da Calcedónia no Gerês – e foi difícil atravessar a fenda! Fui a Lisboa e depois rumamos para umas bonitas férias nos Açores, na ilha do Pico!


I started April with a new haircut. I always let my hairdresser do whatever she wants, only this time the change was too radical, which made me decide to register my look everyday (I never do in previous 1SE videos).
The first days were spent in Algarve with Cassiano. Days of peacefulness, music, beautiful landscapes, some walks in the fishermen trails. Surely the month was a rainy one, and very homey. The usual dances and scouts, our friday nights which I love, trying new places in town (breakfast all day? I am SO in).
Then my brother came and we’ve spend good family moment. My father turned 64 and learned how beer is brewed. I woke up one day with a major pimple, and also I got to know new companied with the Geek Girls Portugal initiative. I made the Calcedonia trail – and it was really hard to cross the fissure! I went to Lisbon, and after we went for some beautiful holidays in the Azores, in Pico island!

Pico, Açores

Fomos passar férias ao Pico. Estava lá o meu irmão, era Maio, estava sol e foi maravilhoso. Foi a primeira vez que fomos aos Açores e apesar de só termos explorado uma ilha, sentimo-nos muito totós por só tê-lo feito agora.

O primeiro dia foi passado a dar uma volta pela ilha. É a segunda maior ilha dos Açores (com 14.114 habitantes ) e tem três conselhos: Madalena, São Roque do Pico e Lajes do Pico. Foi também a última ilha a ser formada, e por esse motivo tem uma paisagem muito particular. Apesar de ser verdejante, não é tão verdejante, e é muito muito negra e linda.

50aab225-3ec5-4325-84da-2bb220ebd4f5

São Roque do Pico

IMG_7515

São Roque do Pico

IMG_7556

Lajes do Pico

IMG_7574

Lajes do Pico

IMG_7575

Lajes do Pico

IMG_7601

São Mateus

IMG_7609

São Mateus

IMG_7617

Pocinho

Depois do reconhecimento local, decidimos fazer um trilho para “aquecer” para a subida ao Pico que planeamos fazer no dia seguinte. Fizemos o PR10 – o Pico tem imensos trilhos – que acabou por ser lindíssimo. A partir do momento em que se atinge o mar, o caminho percorre toda a costa até chegar à aldeia do Lajido.

DSC_4746

Lajido

IMG_7736

Lajido

IMG_7769

Lajido

Depois fomos visitar o Museu do Vinho do Pico. O museu é lindíssimo e muito interessante.

DSC_4792

Museu do Vinho do Pico

Tem estas árvores chamadas dragoeiras, muito antigas, farfalhudas e pontiagudas.

IMG_7794

Museu do Vinho do Pico

E toda a história do vinho é fascinante. As vinhas são plantadas no interior de cascos, que são pequenos círculos com muros baixos. São rasteiras para ficarem protegidas dos ventos do atlântico. O vinho é raro, e os produtores de vinho sofreram imenso com pragas e doenças – filoxera, entre outras.

As profissões no Pico eram dedicadas ao vinho, à agricultura, ou à indústria baleeira. Nas Lajes do Pico existe o museu baleeiro também com imagens e histórias impressionantes. A costa está pintalgada com torres de vigia dos baleeiros, que sempre que viam uma, lançavam um foguete e os baleeiros (que tinham outras profissões) largaram tudo e tentavam apanhar a baleia avistada.

IMG_7800

Museu do Vinho do Pico

A grande prova veio no dia seguinte. Subir ao Pico, o ponto mais alto de Portugal com 2 351 metros. O dia estava soalheiro, então lá fomos.

09601ba7-4781-49f5-a84f-a1702b8ff93d

Pico

IMG_7918

Pico

A subida está muito bem organizada. Ninguém pode subir sem passar na casa da montanha. Aqui somos bem informados do procedimento, seguros, o que fazer em caso de acidente. Levamos sempre connosco um GPS e a casa da montanha monitoriza o nosso percurso, se estamos dentro ou fora do trilho. Apesar de não haver um trilho evidente, existem 46 postos de madeira que devemos seguir por ordem. Em teoria, sempre que estamos num, devemos avistar o próximo.

Enfim, a subida é custosa, o monte é muito íngreme. Por isso é um alívio chegar lá acima à cratera, e descansar.

IMG_7947

Pico

Mas depois ainda falta o Piquinho, que são mais 70 metros bem erguidos, ainda com fumarolas e pedras quentinhas da atividade vulcânica.

13947846-19e7-4eb5-8b39-5d361b3cef30

Pico

IMG_7967

Piquinho

2a87b5c0-ef01-4c21-830b-03fd989fb849

Piquinho

9978e728-c7dd-48d4-a5fe-5219b4e9b0b6

Piquinho

IMG_7981

Piquinho

A subida foi difícil, a descida ainda mais. Muito mais. Os joelhos começaram a doer a cada impacto, e a empreitada demorou no total 8 horas. Mas valeu a pena! As vistas eram lindíssimas e já posso dizer que subi ao Piquinho!

Depois fomos ver outra vista lindíssima na Lagoa do Capitão. O interior da ilha tem muitas lagoas.

IMG_8073

Lagoa do Capitão

Pela ilha existem cerca de 72 carinhas sorridentes destas. Até no Piquinho lá estava ela! Aqui, nas Lajes.

IMG_8112

Lajes

Num dos dias fomos até ao Faial, que fica pertíssimo do Pico. A paisagem mais impressionante foi mesmo a dos Capelinhos. Em 1957 uma erupção subaquática durou 13 meses e acrescentou estes dois km de terra. Não houve mortos, a ilha não foi evacuada, mas houve casas destruídas pelas bombas de lava, as colheitas destruídas pelas cinzas. E muita muita emigração.

IMG_8160

Capelinhos, Faial

Visitamos o centro interpretativo dos Capelinhos (bom se gostarem de Geologia), e o que mais gostei foi de ver as fotografias e vídeos que as pessoas tiravam lá perto, como se fosse um passeio normal de Domingo!

IMG_8315

Capelinhos, Faial

IMG_8164

Capelinhos, Faial

A ilha do Faial é muito bonita, e tem praias ao contrário do Pico.

IMG_8194

Praia das Fajãs, Faial

IMG_8224

Caldeira, Faial

62db5a5c-cfac-4886-9123-ead6aceb86da

Horta, Faial

Mas mesmo sem praias, o Pico oferece isto. Piscinas naturais em qualquer canto, umas escadinhas e umas pedras para nos sentarmos. Perfeito.

IMG_8113

Poço das Mujas, Pico

Outra visita interessante que fizémos foi à Gruta das Torres na Madalena. O guia era super entusiasta e leva-nos mesmo a percorrer um tunel lávico, a ver o percurso da lava, a vida raríssima que lá exite. Muito giro.

IMG_8334

Gruta da Torre

IMG_8351

Gruta da Torre

E também, come-se muito bem! Polvo, carne, enfim, o bolo lêvedo (sempre ao pequeno almoço). Pude finalmente provar Kima!

IMG_7840

Kima Maracujá

IMG_8110

Laranjada da Melo Abreu

E, se tiverem oportunidade, este vinho branco do Pico é muito muito bom.

e0745f37-6050-4928-b05d-e0a7f07a6a2a

Frei Gigante, vinho branco do Pico

Do Pico fazem também vinho licoroso, delicioso, que bebemos aqui no Cella Bar, um bar lindíssimo na Madalena.

IMG_8111

Vinho licoroso do Pico

E gin!

2ef768d4-619e-46ea-813c-6435b060e438

Goshawk, gin dos Açores

A experiência foi ótima, e queremos voltar o quanto antes, e explorar ilha a ilha.

Ai, Portugal é lindo!

“não percebes o Hip Hop”

hip-hop-evolution.pngmaxresdefault

Eu gosto de hip hop. Vou ouvindo, quando acerto com o hip hop dá-me uma coisa e sinto POWER, sinto-me do contra, e depois passa. E eis que por acaso encontro o The Hip Hop Evolution e *aprendo* sobre o género. Vejo a história – e os intervenientes quase todos, porque tem uma história tão curta ainda – desta música que nasceu no meio do disco, e teve as bandas mais incríveis e os DJ’s mais inventivos. É uma história fascinante, como acredito que todos os géneros têm, e merece mesmo a pena aprendermos sobre ele. A mim deu-me a volta à cabeça e passei toda a semana à volta de Run DMC’s, NWA, Afrika Baambataa, Jay-Z, e o Kendrik Lamar que ganhou um Pulitzer justo nesta semana.

E claro, o Netflix é inteligente e os Defiant Ones apareceram-me como recomendação. Apresenta e cruza a vida do Dr. Dre – figura muito interessante e histórica do meio do rap – e Jimmy Iovine, o produtor dos produtores, marketeer, visionário. As duas séries complementam-se muito bem, e deixaram-me mesmo muito interessada em ver mais séries documentais sobre música.

Este é o meu relatório da semana. Topam?

12