Master of None (S02), Aziz Ansari, Alan Yang (2017)

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Tínhamos gostado muito da primeira temporada. O Aziz Ansari podia ser perfeitamente nosso amigo, e sente-se que é “do nosso tempo” quando fala de música, hábitos do dia a dia.

Esta temporada é bastante mais arrojada, com episódios dedicados a temáticas como a religião, homossexualidade, minorias em NY. Os primeiros episódios passam-se em Itália, e há um não sei quê europeu em toda a série. Muito boa.

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Genius, Kenneth Biller, Noah Pink (2017)

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Muito boa esta série. Além da excelente produção, é interessante por se focar em toda a conjuntura que acompanhou a vida de Einstein. Ouvi falar pela primeira vez de Mileva Maric, a sua primeira esposa e física extraordinária também, e ouve-se falar de inúmeros outros cientistas que fervilhavam de ideias no início do século XX. Muitíssimo interessante escutar as conversas, a curiosidade que tinham, o entusiasmo (bem, obsessão) que tinham em compreender o mundo e em contradizer os cânones seculares de Newton. A personagem é muito rica, mas gostei muito de ver que o retrato da série foi um bocadinho para lá dele, mostrando os seus colegas, amores, e problemas familiares.

Normal.

Yaycks.

“Normal is getting dressed in clothes that you buy for work and driving through traffic in a car that you are still paying for, in order to get to the job you need to pay for the clothes and the car, and the house you leave vacant all day so you can afford to live in it.”
– Ellen Goodman

1 Second Everyday – Novembro 2017

November was super sunny and full of events, all kinds of them. It started with my 32nd b-day celebrated in beautiful Santiago de Compostela with Luis, canas and tapas. In Guimares #wudccg happened and it was so great to meet everyone. Then little MJ was born, I hiked in this cool weather – but burned environs. At work, chesnuts and jeropiga, some time spent caving, and some time in serious places with serious paintings. Also, we grabbed the house by the horns and we are finally making it a home.

14 Diaries of the Great War, Jan Peter (2014)

O centenário da Grande Guerra foi celebrado com muita sobriedade, e com muito rigor. Acompanhei os podcasts da BBC com registos audio da biblioteca nacional britânica, entrevistas aos sobreviventes realizadas há décadas atrás e todas as histórias são, para mim, fascinantes.

E ser fascinante é um problema. Remete para o pouco real, o cristalizado, analisável, estanque.

Esta série foi diferente. Está organizada de uma forma muito interessante, com vídeos da época e muito boas recriações históricas. Tudo narrado com excertos de diários reais, escritos na incerteza das trincheiras, das casas saqueadas, dos hospitais cheios de gritos.

Pela primeira vez pensei que tudo o que lemos sobre a IGGM foi escrito por pessoas que souberam entretanto como terminou e como deveriam então analisar a conjuntura que conduziu a. Mas ouvir os diários tem um toque completamente diferente. Percebemos a leveza com que todos embarcaram na aventura que era a guerra, como acreditavam que ia ser rápida, como eram patrióticos. E depois com o passar do tempo como questionavam tudo, como se embebedavam, empederniam, e vagueavam exaustos. Os diários são interessantes porque são incertos. Por acaso já sabemos o fim, mas aquelas 14 e mais pessoas que ouvimos, não faziam a mais pálida ideia.

Felizmente a série está toda disponível aqui, e recomendo mesmo.

Assim fiquei a conhecer a minha nova heroína, Marina Yurlova, que com 14 anos e espírito cossaco decidiu ir atrás do pai, convocado para combater pela Rússia. Passa assim por exércitos, tiroteios, prisões, hospitais, a história mais mirabolante cheia de graça e coragem.

Imbuída deste espírito documental, alinhei na iniciativa da europeana.eu que incentiva pessoas a transcreverem os diários de guerra para formato digital. Podem ler mais sobre a Transcribathon aqui.