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Consegui! Desatei a saltar e a sprintar!

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Astúrias

Como é bem sabido por cá, nós identificamo-nos muito com Espanha, por isso não é de admirar que seja um destino frequente nas nossas escapadelas. Este ano, por diversos motivos, as férias “fora” foram encurtadas a 3 dias nas Astúrias. O objetivo era conhecer as praias da costa das Astúrias – que são imensas e lindas! – e depois ir aos Picos da Europa. Este último plano teve de ser adiado, e será realizado em breve, esperamos!

Antes de mais, recomendo a aplicação AsturPlaya, que tem todas as praias da região, respetivos serviços e acessos (alguém conhece alguma equivalente para as praias de Portugal?).

Pernoitamos em S. Pedro de Benquerencia no dia mais quente do ano. Em Portugal estavam 41º e lá 22º. Descobrimos o ponto perfeito para estar no Verão!

Ainda em Lugo descansámos um bocado nesta praia de grande areal, com muita gente – e apesar disso, muito serena.

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San Pedro de Benquerencia ( Lugo )

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San Pedro de Benquerencia ( Lugo )

Esta era a paisagem que tínhamos ao nosso lado na primeira corrida das férias. Pois, até que motiva, não é?

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San Pedro de Benquerencia ( Lugo )

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San Pedro de Benquerencia ( Lugo )

No dia seguinte, fomos andando e parando em algumas praias. Não dava para parar em todas, mas toda a costa está pontilhada com praias urbanas, praias de grandes areais, praias ventosas, praias protegidas.

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playa de las catedrales

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Ribadeo

Esta praia fica mesmo em frente de um albergue de peregrinos. Deve ser fantástico fazer o caminho de Santiago ao lado deste mar. Ou então a rota Cantábrica que, segundo vimos, acompanha toda esta costa com bons caminhos.

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Playa de Represas

Mal chegamos a terra Asturiana, Lluarca, fomos provar as iguarias locais.

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Caleya – Asturies Pale Ale

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Café-bar Cromwell em Lluarca

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Playa de San Pedro de Antromero

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Playon De Bayas

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Playon De Bayas

Depois, pelo caminho: ISTO! Cudillero é, a única palavra que me ocorre, “cute”. É uma aldeia pequenina de pescadores, muito colorida, que recebe o mar em anfiteatro. É também conhecida como Villa Pixueta, e os seus habitantes falam inclusive o dialeto Pixueto.

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Cudillero

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Cudillero

Antes de pararmos por dois dias em Gijón, passamos nesta bela Praia com muito pouca gente  e uma paisagem lindíssima.

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Playa Concha de Artedo

Estamos muito perto de sítios incríveis!

Não.pode.ser.

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Eu sou daquelas que diz que odeia correr. Nunca corri, odeio correr quando tenho de o fazer para apanhar o autocarro, dizia que não conseguia mais do que um minuto.

Por acaso o sítio onde faço exercício entrou em obras, e por isso tivemos de fazer as aulas ao ar livre ao fim do dia, no final de Julho. Imaginava com receio que corrida estivesse envolvida, porque nos encontramos mesmo ao lado da ciclovia de Braga. Estava.

Eu não corro mais do que um minuto“, disse. Corri nove – a conversar nos primeiros, a arfar nos últimos.

Sou daquelas pessoas chatas – não tenho paciência quando vejo alguém igual a mim – que diz que não consegue fazer nada. Então soube-me muito bem ver que era possível para o meu corpo e para a minha cabeça correr mais do que eu achava que podia.

Fui gostando de ver isso a acontecer, cada vez mais um bocadinho. Quando a Joui esteve cá, corri 2,5km a ir e outros a vir, e a ameaçá-la que ia parar a 1 km de casa. (“Psc Psc, olha para a frente. Psc Psc, podes andar mais devagar, mas parar é que não! *estalinhos dos dedos*”). Delirei.

A Joui é uma pessoa que corre 31 km E GOSTA. Ela tem vindo a partilhar comigo os seus running logs antigos, as suas primeiras corridas, e tem-me feito bem ver que o início é igual para toda a gente: uma merda. Mas uma merda gira que vai dando um certo gozo por cada vez corrermos um bocadinho mais.

Antes das férias comecei por correr sozinha ao fim do dia, fazendo sempre o mesmo percurso, bem devagarinho. O objetivo ia mudando: 3km, 3,5km, 25 minutos, 30 minutos, sem parar. Depois nas férias, com as paisagens lindas e frescas das Astúrias, juntou-se o L. Corria mais motivada, a olhar o mar, a ouvir a minha música, a prestar atenção aos meus braços que tinham de apanhar ar. Em Gijón a motivação era correr e no fim, suados, ir mergulhar no mar antes de qualquer banhista.

Depois descemos para o Algarve, e aí começamos a ziguezaguear mais – infelizmente não havia vias ao lado do mar. Claro que abusei nas comidas, nas bebidas, fiz pouco exercício, mas houve um dia em que fiz isto, e me senti bem. Por isso é só mais um bocadinho até aos 5km.

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Raramente fico com falta de ar. O que me cansa são as pernas, nas coxas. Quase nunca tenho dor de burro. Quando páro, a minha cabeça sabe que conseguia mais um bocadinho.

Acontece que as sapatilhas que comprei há dois anos nos saldos um tamanho acima, são umas boas sapatilhas de corrida, e fiz bem em comprar um tamanho acima.

Acho que vou conseguir. E espero achar este post patético em breve.

O Velho Expresso da Patagónia, Paul Theroux (1979)

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Eu tenho muitos livros que não li (quem nunca?). Tenho muitos livros que quero reler (quem nunca?). Mas no dia em que comprei este livro, estava prestes a embarcar para os Açores, e achava que o pequenino Os Cús de Judas não seria o suficiente para o tempo que lá ia ter para ler.

Moral da história, não toquei neste livro de todo durante os dias no Pico.

Não me lembrava que já o tinha comprado para oferecer ao meu irmão, que viajou pelos mesmos sítios, e também já não me lembrava do último livro que comprei. Bem, o Paul Theroux veio-me bem recomendado, e o largo tamanho deste livro fez-me escolher qual.

Foi escrito nos anos 70, quando ele decidiu apanhar um comboio em Boston, junto das pessoas que iam trabalhar, e terminar na…Patagónia. Hoje em dia estas linhas já não existem, e já na altura o comboio era o meio de transporte dos índios, dos indigentes, dos pobres. Era mal mantido, as estações estavam escondidas, era dificílimo encontrar informação sobre destinos e horários. E o autor parece inicialmente muito pouco tolerante a isto, muito crítico, um inglês mal encarado. Mas lentamente vai aceitando, vai refletindo sobre isto de viajar sozinho, de não ser turista, de não ser backpacker. Vai conhecendo pessoas, muitos cromos e cromas. Vemos as perspetivas delas daqueles países em ditaduras militares, em climas de guerras civis, de criminalidade, de desigualdade.

Tem uma observação engraçada sobre os países da América do Sul. Que os povos devem ser julgados não por nacionalidade, mas sim pela altitude a que vivem. Que isso é que os define. É muito assim não é? Moldados pelo clima, pela paisagem.

Terminei o livro no meu último dia de férias. Cada um no seu destino.

A música do mês de Julho

Tenho ouvido muita música nova, e tenho sido pouco fiel a qualquer uma delas. No meio de tanto shuffle acabei por voltar ao reconfortante álbum que é o Seu Jorge & Almaz. Num álbum de covers que ficam sempre deliciosas no seu inglês com sotaque, é esta do Nelson Cavaquinho que me arrepia. Fiquem com esta mensagem otimista: O amor será eterno novamente.

1 Second Everyday – Julho 2018

Belo belo belo. Crepes em casa, o fim de um projeto, uma skypada com elas todas no Japão 🇯🇵, um acampamento maravilhoso, receber o L. No aeroporto, convívios, visitas, as primeiras corridas e treinos no exterior, uma belíssima festa com piscina e baile, um dia em cheio com a Joui , Lisboa, o Cortador, o Gonçalo e a praia do Magoito.


Beautiful beautiful beautiful. Crepes at home, the end of a project, a skype with all my friends in Japan, a wonderful camp, meet L. at the airport, meetings, visits, the first runs and training in the great outdoors, a wonderful party with swimming pool and a folk ball, a full day with Joui, Lisbon, o Cortador, Gonçalo and the beach of Magoito.

Under sandet, Martin Zandvliet (2015)

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No final da IIGGM a costa Dinamarquesa encontrava-se com 2 milhões de minas subterradas das suas praias. A Alemanha julgava que a invasão dos Aliados aconteceria por aí, e preveniu-se desta forma.

Num dos maiores crimes contra a humanidade perpretrados pela Dinamarca, milhares de prisioneiros de guerra alemães foram obrigados a desmantelar as minas, já depois de anunciado o armistício. A maioria destes prisioneiros de guerra eram adolescentes com não mais de 15 anos.

O filme conta a história de um pequeno grupo de prisioneiros alemães, ao cuidado de um general dinamarquês, que têm de desarmar 45 mil minas no espaço de 3 meses. O general promete-lhes o regresso a casa mal terminem.

Mas a História conta-nos que mais de metade destes pequenos soldados morreram ou ficaram seriamente feridos durante a execução desta cruel tarefa.