Coro

Não tenho ouvido muita música, porque desde há uns anos para cá que aproveito o tempo de viagem ou de cozinha (ou de adormecer, ou de banho…) para ouvir podcasts*.

A que oiço é o L. que me envia porque acha que vou gostar (e acerta), ou é muito antiga, de quando ouvia mesmo muita música (2006? não sei).

Mas há uma que me vai à alma. E eu gosto de vários tipos de música, mas há sempre uma que me toca num ponto fraco. Não a sei descrever, mas é música tradicional do leste europeu. Normalmente nunca percebo o que dizer, mas ou são canções de amor, ou canções sobre a morte e o desaparecimento. São invariavelmente tristes, e eu acho-as belas, belas, belíssimas. Hoje saltitei de coro feminino em coro feminino.

O ponto de partida foi este, uma música chamada “Na casa da minha mãe”, dos Warsaw Village Band (álbum de 2002), que têm músicas muito alegres, mas esta sempre foi a minha preferida.

U Mojej Matecki brzunkały ślunecki //At my mother’s glasses clanged

a tero nie bendo bo ni ma córecki // and now they don’t because there is no daughter.

Ojla ojlala ojlala Ojla ojlala ojla

Brzunkajta śklunecki jekieśta brzunkały // Glasses, clang as you clanged.

kochajta me chłopcy jekieśta kochali // Boys, love me as you loved.

 Ojla ojlala ojlala Ojla ojlala ojla

 

Tamuj chłopcy tamuj gdzie bziała posadzka // Boys, go there, where is a white floor.

 tam sie chłopcy schodza gdzie cujo dziewcacka // Boys gather there, where they sense a girl

 

Ojla ojlala ojlala Ojla ojlala ojla

E depois, vim parar a outras músicas lindas. Como esta Heyamoli da Georgia.

 

Untitled.png
E estas, que não encontro em mais nenhum lado: Ta Shto Mijej Miloj Mamo/Ne Hodi Durvo Visoko (Bulgaria); Vet më the te dua (Albania); As ja merr ja thuj njerë (Albania)
Vete me the te dua,
e tash m`ke harruar
e tash m`ke harruar…

Mua me harrove,
tjetren dashurove,
tjetren dashurove…

Kur te piqet qershija,
kujtoj lotet e mija,
kujtoj lotet e mija…

Ta la amanet …
mos me harro krejt…

Kur t`me lindin djale,
ja la emrin tan,
ja la emrin tan…

Kur te te linde vajze,
lenja emrin tem,
lenja emrin tem…

E assim descobri Tutarchela, um coro polifónico georgiano muito ao jeito de Le mystére des voix bulgares.

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