Hendrik Nicolaas Werkman

Há uma semana fui a Groningen. Sozinha, com muita chuva, fui ver alguns museus. Às cegas, e um pouco reticente, fui ao Groninger Museum. Já sabia que a entrada com desconto era 10,00€ (!!!), mas fui.

Tinha duas exposições temporárias, e uma delas, a de H.N. Werkman, fez-me sentir aquilo que se sente muito raramente com arte. Eu pelo menos. Lembro-me de sentir com Seurat uma “coisa”, e com o Werkman senti o mesmo.

Os seus trabalhos eram muito limpos, simples, de experiências que fazia na sua tipografia. Gostei mesmo muito, e fiquei cheia de vontade de experimentar como ele, com composições em blocos de cores, pensei até em como fazer algo parecido com…carimbos de batatas!

Werkman, depois da invasão alemã da Holanda em 1940, começou a distribuir uma publicação clandestina chamada The Blue Barge. Publicaram cerca de quarenta números, todos concebidos e ilustrados por Werkman. Em 1945 foi preso pela Gestapo e executado por um pelotão de fuzilamento, três dias antes da libertação de Groningen.

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