Rush

A ausência deve-se a dias agitados. Carro roubado, desaparecido. Burocracias. Muito trabalho. Mas em alguns entretantos:

O novo album da Colleen é maravilhoso. Ouve-se uma voz tímida, com os sons límpidos do costume. Acalma-me, e tenho-o ouvido todos os dias. Sinto-me numa praia de madrugada, com o sol a despontar. Névoa e orvalho. E conchas e o constante do mar.

 

Outra coisa digna de nota: O café e heroína.

Na Dinamarca há centros (legais, atenção) que oferecem heroína e café a toxicodependentes. Ao início a ideia é absolutamente estranha, completamente descabida. Mas à medida que ouvimos os testemunhos de adictos e de funcionárias do centro, apercebemo-nos do verdadeiro objetivo destes centros.

Cabeças vazias. Com espaço para projetos e vontades de melhoria.

Se, enquanto toxicodependentes, o dia-a-dia é vivido em função do mote “até à próxima dose”, roubando, recorrendo a violência, etc., quando esta preocupação lhes é retirada, há dois resultados impressionantes:

– a taxa de criminalidade desce cerca de 75%

– 13% dos toxicodependentes deixam de o ser. E muitos mais manifestam vontade de ir reduzindo as doses, com o apoio das funcionárias do centro.

 

Muito impressionante (nos 60 minutos da Sic Notícias)

 

2 comments

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