Quatro Estações

Quando cheguei a Bratislava, uma das primeiras atividades para as quais fui convidada foi uma ida a um espetáculo de Ballet Clássico no edifício da Ópera de Bratislava.

Estava entusiasmada por conhecer o tipo de pessoas que ia ver Ballet nesta cidade e por ver o meu primeiro espetáculo de dança clássica. Depois de apavorar quando me disseram para ir “bem vestida”, rapidamente me apercebi que ir à ópera era trivial. Nenhuma pompa, além da minha saia côr-de-rosa.

O espetáculo era As Quatro Estações de Vivaldi. A dança, as cores, as roupas adaptavam-se às estações, e elas com a música, claro. Arrepiei-me.

Agora oiço o mesmo, mas pelas mãos de Max Richter. E gostava de ver esta remasterização a ser bailada no mesmo sítio. Mas com muito mais drama, menos delicadeza e mais arrepios. Porque quando oiço este album abano os pés e a cabeça, e ninguém à minha volta imagina que isto que é tão poderoso, é um Vivaldizeco.

(Quando oiço música instrumental, às vezes, imagino-a a servir de banda sonora a uma performance de patinagem artística).

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